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quinta-feira, 7 de setembro de 2017

VONTADE II


Suely Saad
9ª Edição - Rio de Janeiro

ESCREVENDO VERSOS
ME SINTO SEMPRE FELIZ
VERSINHO BEM SIMPLIZINHO
COMO EU SEMPRE FIZ

GOSTO DE VER REPENTISTAS
QUANDO VIAJO AO NORDESTE
FICO IMPRESSIONADA
COM OS TALENTOS"CABRA DA PESTE"

SÃO PESSOAS MUITO SIMPLES
QUE VERSEJAM COM AMOR
DEDICAM VERSOS BONITOS
POR UM PEQUENO VALOR

BRINCAM COM AS PALAVRAS
FAZEM MUITA CONCORDÂNCIA
ACABAM RIMANDO TÃO BEM
NÃO MOSTRAM IGNORÂNCIA

FALAM DE TUDO QUE VEEM
DAS MODAS DE SUA TERRA
RIMAM DESDE MOÇA BONITA
ATÉ O POBRE QUE SE "FERRA"

EU AQUI TAMBÉM FALANDO
QUERENDO SER RIMADOR
ACABO ESCREVENDO MEUS VERSOS
BRINCADO DE TROVADOR!!!




quarta-feira, 2 de agosto de 2017

GRATIDÃO


Suely Saad
8ª Edição  - Rio de Janeiro


Às vezes me pego a pensar em alguns sentimentos em nossos corações.  Amor, ódio, piedade, raiva, carinho, são tantos, que não sei como um pequeno órgão abriga a todos.

Quando fazemos alguma coisa em prol de um semelhante, por melhor que sejamos, lá no fundinho de nós,esperamos um reconhecimento, por pequeno que seja. Se não o recebemos, nossa decepção vem como uma triste constatação de que talvez não tenhamos feito o certo.  Geralmente, o que acontece é que poucos fazem uso de um sentimento: a gratidão!

Tudo bem que você fez porque quis, mas sempre esperamos um "muito obrigado", que seja, embora falemos tantas vezes para poucas coisas, que acaba ficando sem muito significado, sem sentimento de agradecer, realmente.

Aquilo que recebemos de alguém, que no momento de nossa necessidade, nos socorreu,quando muitos nem se "tocaram",deve ser visto com gratidão, esse sentimento tão lindo que rima e faz bem ao coração!

Vamos demonstrar nossa gratidão sempre que houver uma oportunidade para tal. Vai fazer bem a você e alegrar a quem recebeu! Abraços meus caros amigos e amigas e vamos ser sempre agradecidos a tudo de bom que recebemos!








segunda-feira, 31 de julho de 2017

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Semelhança...


Ângela Guerra
7 Edição - Rio de Janeiro


Talvez a semelhança...
Não sei...
Estou voando...
Toda vez é isso!!!...
Vejo aquele tapete de chantilly/algodão doce, 
firme, coeso,  
encobrindo cidades, campos, oceano, montanhas...
Sinto uma vontade imensa de rolar, mergulhar, me lambuzar... 
antes que se derreta por entre os morangos... 
ou na boquinha de alguma criança!...

sábado, 8 de julho de 2017

PÁGINA PROVOCA... POESIA INSINUA


Luiz Poeta - Luiz Gilberto de Barros
7ª Edição - Rio de Janeiro


Às vezes uma obra inexpressiva
é como um olhar que não procura
os olhos que guardam tanta ternura
e  podem lapidá-lo em cores vivas.

E até um texto tão bem inspirado
é como uma inscrição em laje fria
que só reviverá  na poesia
do espaço onde será eternizado.

Poesia, prosa, música, enfim... arte
são dons que só se mostram plenamente
quando eles fazem parte do encarte
que os abriga espontaneamente.

Assim, quando um olhar pousar na tela
onde o desenho é mais que uma moldura,
verá que a poesia é tão bela
que deve ser olhada com ternura.

E o texto será tão admirado,
como se fosse a flor de um quintal
do qual um anjo alegre tem cuidado
no êxtase do amor mais ideal.

É assim...  cada um de nós tem vários dons
que podem transformar-se em talento
tornando-se um acorde cujos sons
são notas que se juntam num momento.

A página é mar... poesia é navio...
a página é céu... poesia é lua...
página e poesias são desafios
página provoca... poesia... insinua.

Por isso quando um verso se soltar
seu céu sempre há de ser como uma folha
que o guarda na ternura de um olhar
até que um outro olhar livre... o recolha.

* Às 8 h e 41 min do dia 16 de maio de 2005

Amigo papagaio ou Amigo cachorro?


Rogério Araújo (Rofa)
7ª Edição - Rio de Janeiro

Ninguém vive sem amigos. Muitos que são mais egoístas até podem tentar esconder a importância das pessoas em sua vida, mas logo perceberão que é impossível viver sem uma boa amizade.


O que não falta neste mundo é tudo qualquer tipo de amigos e podemos destacar dois que muito farão a diferença para bem e para o mal:

- Amigo papagaio – é aquele que fala pelos cotovelos. Não para um segundo com a língua, mas no fundo no fundo não ajudam muito não. Porque falam demais, mas ajudam de menos. Parece que o cérebro não acompanha as ações além da fala.

- Amigo cachorro – é aquele não no sentido pejorativo da palavra, mas no melhor dos sentidos, da amizade entre o homem e o cachorro, por exemplo. É o amigo que, em referência a este, está pronto para fazer a festa e também te apoiar quando está triste. Pode te impulsionar para frente e proteger quando alguém quer te fazer mal.


O famoso escritor e psicólogo Augusto Cury disse que “As crises não afastam os amigos, apenas os selecionam”. Não é quando estamos na pior que percebemos os verdadeiros amigos, mas quando estamos na pior.


Deus em sua infinita bondade nos deu esses “anjos na terra” chamados amigos. E você, quantos tem em quantidade e qualidade? Percebeu a importância e diferença do amigo papagaio e do amigo cachorro?

quinta-feira, 6 de julho de 2017

TROVAS AO TEMEROSO TEMER


Oliveira Caruso
7ª Edição – Rio de Janeiro

Temer está temeroso.
Com a rosquinha na mão.
Está muito receoso.
Vai chegando o salsichão.

Temer está temeroso
Com o coração na mão.
Tem levado desgostoso
Na rosquinha um salsichão!



PASSAGEIROS


Janaína da Cunha
7ª Edição - Rio de Janeiro

Minha mão se calou diante
da despedida
e o aceno do adeus
paralisou na estação.
Meu coração conhece o medo de ir embora,
mas meus sonhos
não o permitem parar.
Alimentei minha saudade
só para não perder
a canção.
Tudo passa,
sempre passa
e os passos passam
passo a passo.
Eu vou, mas volto...
ou não.
Toda vez que volto
estou partindo
e toda vez que parto
de algum lugar
volto para mim.
De partes em partes
monto meu próprio
quebra-cabeças.
Não me espere para jantar,
eu como no caminho.
Caso demore,
acenda as estrelas
e apague o cigarro.
Há uma festa em
cada idade.
Quanto mais se vive,
mais se chega ao fim.
Quanto mais se aproxima
o final,
mais se quer voltar
ao começo
e recomeçar.
Eu vou, mas volto...
ou não.
Tudo é passageiro
e nessa passagem
somos todos passageiros
dessa embarcação.


*Do livro: VERSOS SOLTOS

domingo, 2 de julho de 2017

ALEGRIA DE VIVER


SuelySaad
7ª Edição - Rio de Janeiro

Vamos viver mais contentes
Levando uma vida feliz
Não importa nossa idade
Vivemos porque Deus o quis

Cantar, dançar, sorrir
Fazem muito bem a saúde
Procuremos viver bem
Para manter a juventude

Não existe a velhice
Quando o coração é jovem
Os pensamentos ajudam
E as ideias nos movem

Vivamos com emoção
Com amor no coração
Amigos ao nosso lado
Juntos com  ser amado.


quarta-feira, 31 de maio de 2017

TROVA


Oliveira Caruso
6ª Edição - Rio de Janeiro


Eu sacodi a poeira
e dei a volta por cima.
Não estou de brincadeira!
Para ti vai minha rima!




quarta-feira, 3 de maio de 2017

VISGO - Fotopoesia 1

Jessé Maia
5ª Edição - Rio de Janeiro


Eu estou visgado...tipo assim...alquebrado.
No entanto, não me faço de rogado.
Vou à luta, pois a vida prossegue pugnaz e enxuta.

terça-feira, 2 de maio de 2017

MÃE: o amor materno é eterno


Rogério Araujo (Rofa)
5ª Edição – Rio de Janeiro

Maternidade não tem idade
E que bom quando é realidade
Ver filhos nascendo
Ver filhos crescendo
Ver filhos vencendo
Ver filhos vivendo...

Muitos são filhos de mães
Alguns, filhos de “pães”,
Até mesmo órfãos
E corações em grãos
Mães sem filhos
Filhos sem mães...

O amor maior é o materno
Amor que é, sim, eterno
Ele jamais acaba nem na morte
E é muito mais que sorte
Deus criou as mães
E ele mesmo as eternizou.

Mães marcantes na vida
Dos filhos em toda a lida
Que o Senhor as preserva:
Se não na vida terrena
Na forma muito serena,
Para sempre no coração

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Redondilha maior ao amor doce de meus lábios


Paulo Roberto Caruso
5ª Edição - Rio de Janeiro


Amor doce de meus lábios,
Tu não tinhas acordado
Quando fui te visitar
Na sala e bem aquecida.
Logo, fui velar-te o sono
Um bocado, como adoras
Que eu o faça e que eu o diga.
Deixei-te belo petisco
Ao lado do colchonete
Mui silenciosamente,
Buscando não te acordar
Do teu sono de beleza
Após a farta semana.
Agora já estou fora,
A cruzar as turvas águas
Da tão cara Guanabara.
Eu desejo que tu tenhas
Lindo dia... abençoado!
À noite atravessarei
As mesmas águas viscosas
E, ainda assim, sempre písceas
Para rever os teus olhos,
Os teus braços, tua boca,
Tuas curvas e o que mais
Eu tiver que vislumbrar.
Digo-te: fica com Deus.
À noite então nos veremos.




                                           

terça-feira, 4 de abril de 2017

CANTO

Janaína da Cunha
4ª Edição - RJ


(Aos Guerreiros e Guerreiras Servidores Públicos Estaduais do ERJ que defendem com coragem seus Direitos como cidadãos e lutam bravamente contra um governo Corrupto, Desumano e Criminoso)

Como dizia Martin Luther King,
"Não tenho medo do grito dos maus. Tenho medo do silêncio dos bons".
Por isso eu Canto.

Canto promessas insanas ao vento sem saber onde vão cair.

Canto dores sombrias,
almas sem rostos
e sentimentos que nunca senti.

Canto no canto do silêncio de quem não tem voz
infinitas palavras para quem não deseja ouvir.

Canto nos quatro cantos
o canto melancólico dos desgraçados,
as faces camufladas
do preconceito
e a maldade escondida
por trás das máscaras.

Ignoro a todo instante
os apelos vãos
de quem clama por
minha sensatez
e me rebelo diante
da imagem distorcida
que vejo diante do espelho.

Quem sou eu?
Quem são vocês?

Não concordo com o canto de quem se engana
que a destruição do mundo
é culpa dos canalhas
e corruptos.
Mentira... mentira!

A culpa é da omissão
de quem se cega,
da surdez de quem
finge não escutar
e da boca covarde
que se cala
diante da indignação.

Levanto minha voz
contra a hipocrisia
e o comodismo dos
que me cercam e canto!

Sim... eu me atrevo e canto!

Canto as lágrimas
dos inocentes,
a angústia da mãe que reza
e o pai que volta para
a casa de mãos vazias.

Canto a fome
dos miseráveis,
os pesadelos de quem dorme na impunidade
e os demônios deitados
em camas ricas de uma consciência sem lei.

Eu canto mesmo
sem saber cantar
porque a pimenta
que arde na sua língua
é a Poesia Viva
que queima em mim!



TROVA - RAPARIGA

Rapariga portuguesa
não traduz a nordestina.
Uma é jovem, com certeza,
a outra infeliz na sina.

(Oliveira Caruso)

segunda-feira, 3 de abril de 2017

SEDUTORA


Ana Araujo
4ª Edição - RJ

Seduza-me,
Faz acalentar o meu corpo ao luar
Aos ventos dos assobios, danço com a lua...
Fogosa, mulher eu sou, bela morena,
que encanta na calada da noite.
Jogo flores no vento.
e na magia do meu olhar
te envolvo na minha sedução
morena da boca vermelha,
que adora mistérios,
meus olhos brilham na luz das estrelas...
meu corpo nu banha ao luar...
nos raios do tempo meu corpo seduz
Intocável levito e insinuo na poesia.
Tenho como madrinha a lua branca
minha confidente em sonhos
e a energia das estrelas reluzentes
a paixão da noite.
Nas estradas seduzo meus encantos
Aos olhos dos homens que me seduz.



Versos tristes


SuelySaad
4ª Edição - RJ

Vendo fogos de um campo
Veio uma tristeza sem par
Lembrei dos ciganos torturados
É que poucos são lembrados

Uma desgraça tamanha
Uma injustiça sem igual
Matar os seres humanos
Que não eram olhados como tal

Considerados raça inferior
Por não serem arianos
Um povo maravilhoso
Esses queridos ciganos

Ainda bem que agora
Vivemos bem mais felizes
Não temos tantos horrores
Mesmo tendo cicatrizes

Vamos tentar ser felizes
Viver a vida com alegrias
Deixar a infelicidade
Bem longe dos nossos dias


PLATEIA


Murilo Furtado
4ª Edição - RJ

Eu vou querer que você assista meu corpo brilhar,
e  que seu corpo vibre com minha voz,
quero que me convença que não és triste,
se estamos juntos no palco ou platéia..
é porque existe uma razão...
Feliz daquele que se propõe ouvir a canção.
Feliz daquele que permite ao coração!
Pode ser que eu faça uma canção bonita,
pode ser que saia dessa cabeça aflita, uma linda canção...,
De longe eu venho, com a cabeça de poeta,
querendo unir, abranger,
chegar de mansinho... cativar, invadir...
com cautela... sussurrando ao seus ouvidos e
cantando a mais bela canção que trouxer  ...

quarta-feira, 1 de março de 2017

Redondilha maior à cubata num cume de morro

OLIVEIRA CARUSO
3ª Edição - Rio de Janeiro

Num cume de morro havia
uma cubata apertada.
Alguém abriu a cubata...
Na cubata então entraram...
A cubata, em meio ao cume,
era sempre visitada.
Olha que o cume era alto!
Gente no cume descia;
gente no cume subia...
Gente no cume subia;
gente no cume descia...
No cume dava calor
cada vez que alguém entrava.
Certa vez me chegou Paula
correndo atrás da filhinha.
Uma simples brincadeira
pra dentro e fora de casa.
Paula dentro, Paula fora.
Paula fora, Paula dentro...
Havia até uma árvore...
E as crianças lá brincavam.
E trepavam e trepavam!
Numa árvore do cume!
Gente no cume trepava!
Árvore toda em madeira...
Árvore toda em pau duro!
Pau duro no cume havia!
Chega, chega, chega, chega!


SEMPRE CIGANOS


Suely Saad
3ª Edição - Rio de Janeiro


Me chamam “a cigana”
meus amigos e conhecidos
onde vou me reconhecem
com meus coloridos vestidos
fico feliz em descobrir
na alegria que sentem
ao me ver chegando aos lugares
sempre sorrindo e contente
não importa se estou triste
se tenho problemas na vida
quando encontro meus amigos
é recompensa sabida
quando preciso todos oram
para me ver confortada
nas minhas necessidades
as orações são dobradas
agradeço muito a deus
ser um ser iluminado
que tem nos amigos queridos
amor ao ser confortado
ciganos tem muita sorte
quando vivem para o bem
espalham muita alegria
cuidando de outro alguém
vamos viver a vida
como ela se apresenta
enfrentando os percalços
pois quem é cigano “aguenta”.