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sexta-feira, 3 de março de 2017

MULHER!


Leomária Mendes Sobrinho
3ªEdição - Bahia

Mulher! Dona do mundo
Energia que a tudo engloba
Sabedoria de mistério profundo
Somente Deus para entender
Este livro necessário
Repaginado, estudado,
Ensinado, traduzido, discutido
Traduzido indefinido
Mulher é a dona do mundo
Por política não é fácil
Por oportunismo é simples desmerecedora
Um rápido desfazer, por medo
Mulher! Sempre e demais
Sexo e preocupação
Momentos sensuais
Equilíbrio e emoção
Mulher!
Limite sem fim
Última palavra em questão
Dá início a uma discurssão
Põe um basta, enfim..
Quando não há enfeites
Usam a Mulher
Quando não há enquetes
Usam a Mulher
Quando pensam que usam escolher
É que a Mulher tudo veio a pertencer
Marido, filhos,
Animais e flores
Apenas um complemento
Que reforça o argumento
Mulher!
Dona do mundo
Força ,mente e poder
União que faz valer
Transborda amor do coração
Sabedoria com razão.

quinta-feira, 2 de março de 2017

CINZAS


André Flores
3ª Edição - Rio Grande do Sul

As cinzas tomaram conta
Um vazio profundo no peito
Deito incrédulo
Disperso e perdido.

Entre sonhos roubados
Pelos fantasmas impiedosos
Querem matar a minha alma
Mas pode ter certeza que não vão.

Entretanto, levanto subitamente
Me agarro à esperança
A minha fé intransponível
Para me libertar.

Acordo suado e aliviado
Mas com a certeza
Que a minha força e fé
Me conduziram à paz no meu coração.

Contextualidade feminina


Deusa Orquídea
3ª Edição - Piauí

Não tenho qualquer disfarce, nenhum!
Paradoxo ou tão pouco metáfora.
Sou mulher sem disfarce algum.

...Sou como ventania mundo a fora.
Nos tempos de paixões andei por um
Campo minado esquecido agora.
Então, ninfa, fêmea e mulher comum.

Diferentemente em cada aurora.
Soube acalentar no seio à fera.
Fêmea escrava da fragilidade !
Quem disser fragilidade erra.

Em minhas faces riscos da idade.
Pr'alma não há disfarce, se esmera.
Sou deusa, mulher, sou divindade.

Diuturnamente


Luiza Cantanhêde
3ª Edição - Piauí


Tem noite que desata a treva
Tem treva que desata o dia
A luz constela círculos
Intermitentes.
Tem coisas de ir
Tem coisas de ficar
Quem não possui uma dor
Um fantasma
Um anjo
Um fogo
Uma morte
Uma vida?
Os motores aceleram
O vazio
Com Deus entre
Os dentes
E o amor
E os beijos
A rosa desbotada
O espanto
O espelho?
Tudo salta
Noite à fora.

Retirado


Farilance
3ª Edição - Piauí


Lúcido me retirei de lá...
Uma vez não recebido

Insistindo não entendido !
Abandono meu lugar
Nem preciso mais dizer que
Amor não se recebe se dá ....

Fugindo e escapando estou
Um caminho torto surgiu
Inverdades meu eu renegou !

Simplesmente desfibrado
Ó coração pobre e sofredor!

DEUSA ORQUÍDEA


DGP
3ª Edição - Piauí


Ó deusa dos imortais!
Rogai por nós... E por vós.
Teus olhos, teus sonhos...
Desejos teu. E nosso também.
Desejos que ambos divagam...
Entre o céu e a terra. Ainda que...
Desejes o céu. Desejastes bem.
Por Zeus e por Baco. Hera também.
Deusa do vinho e do amor. A poetisa!
Por que não, deusa da poesia? Orquídea.
Antes seja o teu deus o teu ser.
Ser orquídea! Deusa Orquídea!
Versos divinos, para divina Deusa.
Versos sublimes. Para Orquídea.

quarta-feira, 1 de março de 2017

BAILARINA

Ana Almeida Zaher
3ª Ediçãi - São Paulo

Bailarina... Menina
Muito bela
Um anjo bailando
Algodão doce

Em torno da multidão
Distribuindo paz
Alma terna mostrava a existência do amor
Traz luz e graça

Bailarina...
Espirito de criança
Que não morre jamais
Esperança que insiste

Bailarina...
Dona das estrelas
Universo compartilha tanta beleza
Poucos herdam o domínio
Corajosos seguem em busca do equilíbrio.

LÁGRIMAS

HAENDER ROSA
3ª Edição - Minas Gerais


As lágrimas começam a cair do céu
E não teve como conter
Os soluços engasgados de trovões
E de repente entre relâmpagos incertos
A enxurrada no cantinho do caminho; caminha...

Com as lágrimas caem às lembranças
De uma velha infância, de um amor perdido
Ou nunca encontrado

As lágrimas molham a relva,
Encharcam os sentimentos
Sinto um aperto no peito
Sinto a chuva
Só não te sinto
Sinto muito, sinto tudo.

Tento secar meu rosto
Tento secar me dá chuva
Tento secar meu coração
E me encharco de emoção

O TRIUNFO *


Maria Cleonide Santos
3ª Edição - Sergipe


              O Professor Ron Clark, deixa uma vida profissional estável e de sucesso para ir ao encontro de uma nova realidade, demonstrando desde o início do filme as características de um professor: ser educador, ser sempre curioso, ser aprendiz.
              O primeiro problema encontrado pelo professor foi como manter-se? – Assim precisou de um outro emprego. O segundo problema foi conseguir uma vaga como professor; depois consegui convencer o diretor que tinha competência para lecionar em uma turma com dificuldades de aprendizagem e por último como começar e manter um processo de ensino-aprendizagem com uma turma desmotivada. E assim o professor consegue alcançar os seus objetivos a cada novo desafio.
               Diante de uma Instituição não participativa, em um bairro com alto índice de violência, em sua maioria negra e variáveis níveis culturais, um diretor tradicional que se preocupava com as notas de exame e sem colaboração dos professores; ele começa fazendo uma avaliação diagnóstica; sempre otimista, visitou os pais dos alunos conhecendo assim o meio social e familiar de cada aluno, constatando que a família também não tinha motivação em uma relação interpessoal.
                No primeiro dia de aula apresentou a classe algumas regras em uma tentativa de inserir normas e valores, mas sem sucesso! Continuou a impor as suas regras apontando que haveria consequências para eles se não as cumprisse e mais uma vez a resposta dos alunos foi negativa, percebe-se que o professor utilizou-se de uma pedagogia tradicional e a resposta foi a indiferença.
                Ele continua no dia seguinte com uma aula normal, mas já observando e conhecendo as competências e habilidades de cada aluno. Diante disso começa a utilizar a teoria behaviorista, condicionando o comportamento do aluno mediante suas regras e dando-lhes elogios, quando executado. Mas os alunos reagiram negativamente vandalizando a sala de aula, destruindo todo material pedagógico em sala.
              O professor passa a noite preparando um novo material didático para a sala e alunos; continua impondo as suas regras. Mas, desta vez utilizando-se do diagnóstico, começou a investir na relação de interação professor-aluno, com base na troca de saberes (ensino-aprendizagem) desta forma identificou uma aluna como líder inata, propôs uma interação em seu ambiente e assim ganhando sua confiança e de todos, sempre valorizando as habilidades dos alunos pontualmente. Denota-se o uso de MA, ME em relação às atividades, com motivação intrínseca, estímulo à autoestima e autoconhecimento, valorização social, aqui ele passa a utilizar uma metodologia mais empírica e construtivista; na verdade, ele o professor passa também por um processo de aprendizagem e de busca por um método que fosse aplicável e garantisse o sucesso, ou seja, a construção da aprendizagem através do conhecimento do cognitivo, desta forma ele perpassa por vários métodos até que finalmente consegue uma resposta positiva dos alunos.
              Através da interação da relação professor-aluno ele conseguiu a mudança de comportamento; sendo um agente de transformação ele: incentivou, inovou, foi criativo, amigo e compreensivo tendo como resposta dos alunos o desenvolvimento: da sensibilidade, pensamento crítico e responsabilidade pessoal.
              Após várias tentativas de erros e acertos, ensino e aprendizagem o comportamento foi adequado em relação aos sistemas motivacionais: individualista, competitiva e cooperativa. Os alunos conseguem ter motivos que os incentivam a aprender e alcançar os seus objetivos tendo uma resposta positiva na avaliação final o tão temido “exame nacional”.
              Desta forma o professor Ron Clark, conseguiu adotar um método eficiente para aquele contexto e assim atingindo também a sua meta que era manter o processo de ensino aprendizagem, na construção do sujeito autônomo e consciente do seu papel na sociedade.

* Análise descritiva: com base nos conhecimentos sobre “Aprendizagem”,
do filme “O triunfo”

POETA


Valdira Vieira
3ª Edição - Sergipe

Poeta louco!
Príncipe do oculto ,
Espirito benfazejo,
Encanta-me com seus versos:
Dissipa meus medos, banha-me com suas palavras loucas,
sábios gritos  no papel,Tinta e pincel .
Leva-me deste recinto
retira-me deste sonho ,deste pesadelo cruel
Mostra-me seus versos
declama a tua ode ,um sentimento que explode.
Mas  responda-me :Em tempo de  fúria ,o que seria loucura?
Um gole na taça do seu fel?
Inocentes torturas de uma saudade a granel .
Vivi em teu sonho
Cheguei no teu mundo
Em um sono profundo
Te vi no céu!

AINDA HÁ TEMPO

ADILSON TINOCO REZENDE
3ª Edição - Minas Gerais


Ainda há tempo
Veja bem...!
Ainda há tempo.
Tempo pra aceitar Perdas e derrotas.
Tempo para viver...
Sonhar, acreditar.
Saldar dívidas passadas,
Um irmão abraçar.
Veja bem...!
Ainda há tempo.
Proponho então Te amar.

PÁRAMO

TONY MARQUES
3ª Edição - Minas Gerais


Indiferentes
À minha presença
Gaivotas
Sobrevoam as ondas:
Elas
Alimentam o corpo
Eu
Alimento a alma!

Redondilha maior à cubata num cume de morro

OLIVEIRA CARUSO
3ª Edição - Rio de Janeiro

Num cume de morro havia
uma cubata apertada.
Alguém abriu a cubata...
Na cubata então entraram...
A cubata, em meio ao cume,
era sempre visitada.
Olha que o cume era alto!
Gente no cume descia;
gente no cume subia...
Gente no cume subia;
gente no cume descia...
No cume dava calor
cada vez que alguém entrava.
Certa vez me chegou Paula
correndo atrás da filhinha.
Uma simples brincadeira
pra dentro e fora de casa.
Paula dentro, Paula fora.
Paula fora, Paula dentro...
Havia até uma árvore...
E as crianças lá brincavam.
E trepavam e trepavam!
Numa árvore do cume!
Gente no cume trepava!
Árvore toda em madeira...
Árvore toda em pau duro!
Pau duro no cume havia!
Chega, chega, chega, chega!


SEMPRE CIGANOS


Suely Saad
3ª Edição - Rio de Janeiro


Me chamam “a cigana”
meus amigos e conhecidos
onde vou me reconhecem
com meus coloridos vestidos
fico feliz em descobrir
na alegria que sentem
ao me ver chegando aos lugares
sempre sorrindo e contente
não importa se estou triste
se tenho problemas na vida
quando encontro meus amigos
é recompensa sabida
quando preciso todos oram
para me ver confortada
nas minhas necessidades
as orações são dobradas
agradeço muito a deus
ser um ser iluminado
que tem nos amigos queridos
amor ao ser confortado
ciganos tem muita sorte
quando vivem para o bem
espalham muita alegria
cuidando de outro alguém
vamos viver a vida
como ela se apresenta
enfrentando os percalços
pois quem é cigano “aguenta”.

Dias de Gonçalves para todos os dias

ROGÉRIO ARAÚJO (ROFA)
3ª Edição - Rio de Janeiro

Que lindas imagens criadas pelo grande poeta
Retratando o Brasil “bonito por natureza”...
As palmeiras que nele existe
Onde cantam os sabiás com todo vigor
São incomparáveis mesmo às internacionais
Nada se compara ao seu canto e seu encanto
Uma brasilidade tão emocionante
Que poetiza esta nação de todo coração
Um país abençoado por Deus
Com um povo acolhedor, mesmo sofredor
Dribla as dificuldades na vida
E até se livra da fome e da morte
Das adversidades ocorridas sem esperar
O amor ao país era tão grande
Que desejava ao Senhor aqui retornar
Poeta romântico incorrigível,
Um dos mais amados e declamados
De muita emoção que viveu
E até pela sua morte ao ser esquecido
Deitado, doente, num navio
Quando retornava ao seu estado natal
E país amado, Brasil
Com toda inspiração e respirando fundo
Morreu sem ar afogado no mar
Já do país que demonstrou amar
Mas seus versos não morreram
Imortal se tornou pela sua obra
Mesmo não pertencendo à Academia
Que, aliás, nesta época nem existia
Seus versos são lidos e relidos
Por todas as épocas e períodos
Um grande escritor, poeta,
Na literatura brasileira e mundial
Exemplo e inspiração para muitos
Amantes da poesia, da nacionalidade,
Admiradores da beleza de um país lindo
E, acima de tudo, do amor pela vida
Parabéns, Gonçalves Dias!
Pelos cento e noventa e três anos
De nascimento, sempre renascidos,
A cada ano que passa e repassa
Demonstrando que nunca perde a majestade
Assim como o seu famoso sabiá!



ECO...ÂNSIAS

LUIZ GILBERTO DE BARROS - LUIZ POETA
3ª Edição - Rio de Janeiro

Quando grito, o eco não me escuta,
Solta-se nos ermos dessa gruta
Onde um povo, sem perspectiva
Sente a mesma dor que me perscruta
Ouvindo os sussurros de uma puta
Temendo que um feto sobreviva...

Choro um riso tênue que naufraga,
Cada gota é lâmina da adaga
Límpida  à luz fria da Lua
E nesse torpor que me embriaga,
Cada emoção que me afaga
Deixa minha mão ser minha e tua.

Dentro do intestino do planeta,
Cérebros são tiros de escopeta
Assustando a dor que regurgita
Flores... a golpes de baioneta...
Manchando de sangue, a pele preta
De um povo que sofre, mas não grita.

Na TV a foto não é nossa
E cada disfarce nem esboça
Nossa angústia,  vendo, na sarjeta,
Um pouco de nós na mesma fossa,
Onde a tarde vã do sonho adoça
A boca que mama em nossa teta.

Na planície dos meus devaneios,
Cada inteiro se reparte em meios
E, de um coração que eviscera,
Meus e teus são todos os receios
Presos na inércia dos anseios
Ante as presas... sóbrias... de uma fera.


         

PASSARELA DOS ANJOS



ANTÔNIO CABRAL FILHO
3ª Edição - Rio de Janeiro


Era sempre um desfile
Nosso ir da igreja à sorveteria.
Aí, compartilhávamos
nossos pecadinhos
Mais secretos
Devidamente acompanhados de um corneto
Quando ela demonstrava outras
Habilidades com a língua
Passeando-lhe de cima a baixo,
De baixo até em cima
E envolvia-lhe todo.
Não tinha como não se arrepiar
E sentir calafrios, delírios...
Mas suas melhores performances sensuais
Era quando saíamos da escola.
Ela montada na bike azul
Pedalando com sua saia rodada
Subindo e descendo suas coxas
Tostadas de sol.

Quando a carreta passou,
Ninguém percebeu o corpo,
Lá, estirado no asfalto,
Com a bicicleta retorcida.
Apenas apitos e buzinas
E a gritaria. Todos corremos.
Todos choramos e o desespero
Se espalhou como fogo.
Vários policiais partiram
Em verdadeira caçada,
Prenderam o motorista
E trouxeram-no algemado
Para o Distrito Policial,
Onde quase acabou linchado.

Agora, na sala retangular,
Todos assistem sentados e mudos
Ao seu último desfile,
Toda vestida de branco,
Para ocultar seus contornos,
Penteada e maquiada para uma festa,
Uma festa só para os anjos,
Sem música, sem pista de dança,
Sem parceiro que se habilite
A este último segundo,
À luz de velas.

Tabuleiro quadriculado

Angela Guerra
 3ª edição - Rio de Janeiro


Nesse jogo que é a vida,
ando tão desarvorada...
Perdi meu referencial,
meu amor, meu apoio...
Procuro, em vão,
que posição tomar...
Antes, com todos os privilégios,
consorte de um rei,
destronado pela Foice...
Agora, bispo, cavalo,
torre ou peão?
Não sei que tipo
de movimento arriscar,
pra não me perder no caminho,
nesses quadradinhos...

CARNAVAL

Christian Fernandes
3ª Edição - Sergipe


 Afinal é carnaval
Nesse país varonil
Terra do nosso real
Terra do povo viril.

Afinal é carnaval
    Vamos featejar!
Festejar o que afinal
Sem paz nesse lar?

Afinal é carnaval
E o povo esquece
De  todo o mal
Que vive e padece.

 Afinal é carnaval
  Vamos foliar
  Vamos apagar
Essa cicatriz irreal .

 Vamos esconder
Essa vida irreal
Pular,dançar e viver
Afinal é carnaval.



SONO QUE SE ESVAI

Marlete Alves
3ª Edição - Sergipe


Noite sem sono é mente sem dono, vítima de intento,
Inversão de pensamentos, coisa sem nome
Estágio que consome,cérebro e abdômen
Em intensa confusão!
Começa na cama
Depois se esparrama dentro do coração!
É ilusão que vai
E lembrança que vem,
O que não se faz, o que não se tem,
Projetos, arquejos
Sensores do medo,
Estálidos do bem!
Sono é uma aventura curta, um rápido trem!
Onde os passageiros, despertam ligeiro,
Para um vai e vem!