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sexta-feira, 9 de junho de 2017

1989


Valdira Vieira
6ªEdição - Sergipe

Foi em um tempo passado
Mas o passado nem sempre passa
Em mim ficou uma marca
Do seu sorriso em mim
Lembro do seu olhar estático
O gosto de cigarro,no cheiro de seu paladar
Menino anti herói
Lembrou-me James Dean, quando sorriu para mim...
Alma gêmea?
Cara metade ?
Encontro de almas
Karma
Nosso romance,foi assim...
Para  não ter vida longa
Para ser diferente
Fulgaz e insistente
Amor adolescente
Tinha que ter fim ...
Para  encher a gente, de saudade sem fim
Por quê ?
Porque tinha (não tinha ) que ser
E por capricho do destino,  ele foi ainda assim.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

O MAR DE SÃO BENTO

Poesia que dedico ao povo de São Bento. Um povoado de Maragogi Alagoas!

Quando chega bem alto
ao fim da tarde
após ter se encolhido
o dia inteiro
traz consigo a jangada
traz o peixe
e o vento que sopra o veleiro
Traz  também sorridente
o pescador que antes do nascer do sol já tinha ido
na esperança de encontrar no seu labor
o alimento da mulher e do seu filho
Quando está seco vai feliz a marisqueira
com seu balde a espera de encontrar
num cata cata de marisco sem parar
e assim vai se passando a tarde inteira
Eu aqui assistindo a tudo isso vou
vivendo e tentando descrever
esse jeito singular e o seu povo
no lugar que escolhi para
O mar de São Bento é assim
enchendo e secando num bailado
num verde esmeralda ou azulado
presente que Deus deu para mim.

J.R

sábado, 3 de junho de 2017

A POESIA E O POETA


Zé Gaiola
6ª Edição - São Paulo


Tudo que eu escrevi,
já escreveram, de outra forma,
com  outras idéias ou lema.
Tirando dúvidas do esquema.

Quando escrevemos um tema.
Em versos de um poema.
Trazendo motivo na inspiração.
Que vem dentro do coração,

Toda poesia tem objetivo.
Sempre dando incentivo,
aos desejos e sonhos perdidos,
mas que nunca foram esquecidos.

Na poesia você encontra tudo,
que de outra forma é absurdo.
É nela que vem uma luz clarear.
Todos objetivos à se concretizar.

Quando desejamos explanar
e que conseguimos iluminar.
Ficamos deveras satisfeito,
de ter alcançado o intuito.

Podes não acreditar.
No valor que tem, poetizar.
Experimente e veja realizar,
o seu projeto de amar.

Eu confio em ti


Marivalda Paticcié
6ª Edição - Minas Gerais


Os meus olhos destilam em teu ser
Como o homem que se aventura no mar
E põe a simples nau a deslizar em busca dos horizontes conhecer
Sem recuar, mesmo que as águas se agitem fazendo-me desanimar.

Mas quando o vento toca bem a embarcação
Pareço flutuar em cada detalhe do teu corpo
E sem receio, mergulho a fim de descobrir o que está além desse doce coração
Que todos os dias me faz percorrer o mesmo caminho sem errar o porto.

A tranquila chegada é repleta de carinho e traz descanso
Sem dúvida és o meu tesouro e não existe maravilha tal
No interior dos teus braços, sonho feito criança na emoção de um balanço
Sentir-me assim é contemplar recompensa sem igual.

  

NUDEZ

Ágata Maia kochenborger
6ª Edição – Rio Grande do Sul

Ao encontrar um corpo nu
Ao encontrar a história desse livro
Você encontra uma mente nua.
Ao encontrar um corpo nu
Você também encontra uma alma nua.
Poesias são nudez da alma
Estou interessada no que você pensa
Sem roupas! Sem nenhuma vontade do seu corpo! Só desejo pela sua alma.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

ORATÓRIA EM CORDEL - INÉDITO NO MUNDO!

Silvano Lyra
6ª Edição - Pernambuco



 “Introdução”

Vou passar alguns segredos
Vá conhecendo o assunto
E se quer ter bom conjunto
Tem que construir enredos
Pra se firmar em rochedos
Não se expresse com lamento
Busque aprimoramento
Num falar mais coerente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.
----------------------------
São fatores tão antigos
Porém dei nova roupagem
Para adquirir bagagem
Pratique esses meus artigos
Jorra fonte sem perigos
Pra galgar mais crescimento
Faço disso um testamento
Dando um toque diferente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.
----------------------------

“O que não dizer na fala”
Nunca fale da garganta
Da noite que passou mal
Não diga que é maioral
Que foi ruim ontem a janta
Faltou hoje a governanta
Que chove nesse momento
Ou de um descontentamento
Sobre algum branco na mente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.
----------------------------
“O que é condenável”
Nunca pule como um bode
Deixe o seu Chiclete fora
Atenção não se implora
Nunca puxe seu bigode
E bater também não pode
Ou chorar por fingimento
Que não teve rendimento
Nem gritar no ambiente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.
----------------------------


“Ladrão de tempo”
Se foi dado meia hora
Fale só vinte minutos
Pois Considero uns astutos
Quem tempo demais explora
Não extrapole que aflora
Falta de discernimento
Perante o consentimento
De uns vinte e cinco somente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.
----------------------------
“O enrolão”
Quem só vive a enrolar
Jamais engana a plateia
Nem passa por sua ideia
Grande engano é enganar
Quem estava a escutar
Modifica o seu intento
O besta nesse momento
Vira palhaço latente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.
----------------------------
“De ruim pra excelência”
Nunca queira falar ruim
Quando existe o regular
Que nessa arte de falar
O bom nunca está pra sim
Já ótimo está pra mim
Tal eterno casamento
Quem faz esse juramento
Assume maior patente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.
----------------------------
“Acessórios da Oratória”
Faça sempre o vocativo
Que faz parte da conquista
Orador vira um artista
Quando se faz sensitivo
Prove ser mais criativo
Introduza sem invento
Para sair do relento
Com um brilho diferente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.
----------------------------
Faça a gesticulação
Que complementa a fala
Quando o ritmo embala
Sempre completa a ação
Quanto a visualização
Faz deixar fala a contento
Mantém o ouvinte atento
Com feedback pra gente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.
----------------------------
Nunca se pinta uma tela
Que está toda mofada
Até mesmo desbotada
Ou sem tinta para ela
Artista que a ela mela
Sem ter alma e sem talento
Vai criar constrangimento
Com seu nome decadente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.
----------------------------
Bela postura conquista
Desde o corpo a vestimenta
Uma bela ferramenta
Para orador ou artista
Quem se comunica, invista
Para ter no rendimento
Bom relacionamento
Sendo bem proeminente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.
----------------------------
Corpo firme e sem revés
Pernas sem curvas nenhuma
Como hora: "cinco pra uma"
Deixe a posição dos pés
Grave erro é! Fazer rolés
No palco ou no pensamento
Pois quem tem discernimento
Tem compostura atraente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.
----------------------------
Ao dizer verdade forte
Force a gesticulação
Terminando volte então
Pra não depender da sorte
Quando o orador tem porte
Enfatiza o argumento
Breque e aceleramento
Ele faz sem acidente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.
----------------------------
Deixe o “né” e outros mais
Que são vícios de linguagem
Facilita a abordagem
Não por suas mãos pra trás
Não diga chulos jamais
Nem os ponha em tal intento
Pois é falta de talento
Mostrando falha insolente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.
----------------------------
Passear no auditório
Quanto a visualização
Olho e comunicação
São peças no repertório
Ali ficará notório
Lentes de discernimento
A voz faz o complemento
Desse orador sapiente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.
----------------------------
Nunca seja um andarilho
Fazendo a apresentação
Na tribuna fique então
Para não sair do trilho
Que ruído ou empecilho
Só tempestua o evento
Deixa o povo desatento
E o orador decadente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.
----------------------------
Mãos têm muita importância
Elas também comunicam
Do lugar onde elas ficam
Saem pra dar elegância
Agem dando concordância
Quanto ao desenvolvimento
Sempre completa o intento
De tudo que vem da mente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.
----------------------------
Escrever muito é fatal
Tem que baixar a cabeça
Antes que o fato aconteça
Lembre-se do postural
Desligar-se vira um mal
Num feedback cruento
Vê-se o indeferimento
Em quem sai pela tangente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.
----------------------------
Letras grandes facilitam
Pra manter-se na sequência
Dinamizam a eloquência
Belas leituras suscitam
E passo a passo tramitam
Na força do pensamento
Ajuda o desdobramento
Da visão, papel e mente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.
----------------------------
Pra discurso ter colheita
Folhas soltas é preciso
Não grampear eu aviso
Deslize para a direita
Não levante dessa feita
Nem erga o papel ao vento
Use sessenta por cento
Dos seus escritos somente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.
----------------------------
Objetive o sucesso
Com as ideias na fala
Assim o orador embala
Eliminando o excesso
Tem ouvinte livre acesso
E fácil entendimento
Junto ao discernimento
Convence literalmente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.
----------------------------
Externe sempre o que sabe
Que o ouvinte não se enrola
E quem seu assunto embola
É possível que desabe
Orador assim não cabe
Por falsear tal invento
Perdendo o consentimento
De todo e qualquer docente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.
----------------------------
Ponha na fala emoção
Para atingir auge ou meta
A cada passo  completa
Conteúdo e informação
Gera a comunicação
Na equação do talento
Dá sinergia ao intento
Sem se tornar prepotente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.
----------------------------
“Conclusão”
Por gostar de inovação
Usei criatividade
Com minuciosidade
Fui dando a demonstração
Que cada apresentação
Tem suporte ou suprimento
Caso queira o complemento
Basta contratar a gente
Se quiser andar na frente
Fale com conhecimento.

ESPERA


Viviane Marconato
6ª Edição - Rio Grande do Sul


Meu corpo e leito
Meu peito estreito
Meu colo no solo
Anjo arcanjo
Diamante amante
Nos bares e mares
De frente pra fonte
Escorada na ponte
Murmurando medrosa
Contemplando a vida
Sobre as asas velozes
Da pequena andorinha!
                      Faces de mim.

Porto de nossas vidas


André Flores
6ª Edição - Rio Grande do Sul


O que dizer de ti, meu Porto tão alegre...
Da mata fechada vieram a chegada dos açoreanos...
Da encosta do rio, surgiu a tua beleza,
Com o tempo construiu a tua força.

O que dizer de ti, Porto dos casais...
Nascido a beira do cais...
Enamorados ficamos por ti...
Pois nunca vi, por do sol igual ao teu,
Milagre criado por Deus em forma de poesia.

O que dizer de ti, Porto de todos nós...
Retratos tirados pelo tempo...
Mostram a tua história,
De vitórias, de conquistas, de encanto e esplendor.

O que dizer de ti, Porto dos milagres...
O que deixaste registrado foram:
As imagens dos teus parques...
Das tuas ruas repletas de arvoredos,
Da tua gente, da tua alma.

O que dizer de ti, Porto dos meus dias...
A alegria que sinto por ti, estende-se do teu rio ao oceano...
Pois teu encanto me faz sorrir...
Junto a ti sinto-me pequeno,
Mas, por dentro engrandeço com a tua beleza infinita.

O que dizer de ti, ó Porto de todos nós...
O melhor é calar-me diante da tua grandeza...
Tua beleza se faz resplandecer...
Diante desse cotidiano voraz.

Quando estamos a sós meu lindo Porto...
Minha alma se acalma a beira do rio...
Com a chegada do frio aqueço-me com o teu calor,
Com muita dor preciso ir.

Mas, fica aqui a minha saudade...
A minha alma, o meu amor por ti...
As recordações de imagens e momentos vividos...
Aos quais somente tu, Porto da felicidade...
Me faz sentir,
Uma imensa vontade de te abraçar.

CHUVA


Marinês Bonacina
6ª Edição - Rio Grande do Sul


Fecho os olhos e ouço
o som mágico da chuva,
nas folhas das árvores
que se agitam,
pelas correntes do vento. . .
Passando a ser um compasso,
no ritmo dessa sinfonia.
A natureza nos traz
verdades do paredão rochoso,
desenhando um véu branco,
cristalino e misterioso,
como a noite.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

TROVA


Oliveira Caruso
6ª Edição - Rio de Janeiro


Eu sacodi a poeira
e dei a volta por cima.
Não estou de brincadeira!
Para ti vai minha rima!




MADRUGADA


Jani Brasil
6ª Edição - São Paulo


Madrugada sem ninguém
Madrugada enluarada
Madrugada com cheiro de pêssego
Madrugada do avesso
Sem endereço...
Precisando do meu adereço!
Ah, madrugada fria
Nostalgia...
Melancolia!
Madrugada...lenta...Segue seu curso
Seu rumo...
Seu riso
Sem brilho
Madrugada, amiga solidária
Inebriante
Contagiante
Fulgurante...
Hoje apenas tolerante
Nada mais!

PoeMário


Alexandre Lettner
6ª Edição - Rio Grande do Sul



Mário hoje quero rima pobre e infantil,
tipo: Mário, este mundo está precário!
Mário quem sabes  tu estás escondido no baú de espantos,
ou quem me dera se teu velório fosse sem defunto...
Mário, vem,  ressuscita
vem ser o messias deste tempo pobre e louco.
Tua  Greta Garbo te espera com cigarros e canções antigas.
Vem ser o avô que meu filho não teve.
Sai das estantes  e vem abraçar a gente, órfãos do teu poema.
Hoje  discutimos nos celulares,
adoramos as  redes sociais e somos (veja só) insociáveis  no trânsito.
Vivemos no iPhone, no “whats”
no iPode...
ai que saudade
geme em silêncio a ruazinha solitária  e sem vaga-lumes.
Te procuro  mas não te acho na mapa da cidade,
mas te encontro no olhar  nostálgico de quem ama.
Teu nome não consta  na  Academia Brasileira de Letras,
mas estarás para sempre no coração de todos nós, aprendizes de feiticeiro!
Enquanto no céu tu fumas e “prosea” docemente com o anjo torto de Drummond,
um poeta bêbado e sonhador grita na madrugada:
Quintana não morreu: empoemou-se!

APAGUEI DO PENSAMENTO O QUE JÁ FIZ DE ERRADO


Cristovão Augusto
6ª Edição - Alagoas


Quando quis namorar Chica
Neta de Mané Padeiro
Seu pai, João Macumbeiro
Negou-me a filha bonita
Ofereceu-me Expedita
Que nunca viu namorado
Feia e suja, um bocado
Rejeitei o sofrimento
Apaguei do pensamento
O que já fiz de errado.

Não tive dedicação
Para crescer no estudo
Minha mãe fazia tudo
E eu só dei decepção
No Grupo Frei Damião
Fui seis anos reprovado
Agora sou aplicado
Até na frente eu sento
Apaguei do pensamento
O que já fiz de errado.

Provei diversas bebidas
Cerveja, cachaça, vinho
Acompanhado ou sozinho
Estraguei corpos e vidas
E nas noites pervertidas
Ficava embriagado
Hoje estou libertado
E só consumo alimento
Apaguei do pensamento
O que já fiz de errado.

Andei com gang e bandido
Fui preso cinquenta vezes
Passei mais de sete meses
Da polícia escondido
Hoje eu sou convertido
Tenho Jesus do meu lado
Não brigo nem ando armado
Desprezo dor e tormento
Apaguei do pensamento
O que já fiz de errado.

Nunca fui de trabalhar
Ô coisa que eu não queria
Mas fui pra sapataria
Que pai ia me ensinar
A bater sola, colar
Deixar couro amaciado
Mas por não ser desarnado
Pai me jogou ao relento
Apaguei do pensamento
O que já fiz de errado.

Candidatei-me a prefeito
Em uma dada eleição
Mas tive decepção
Quando vi não ter mais jeito
Era meu primeiro pleito
Fiquei decepcionado
Sendo o menos votado
Quase tive um passamento
Apaguei do pensamento
O que já fiz de errado.

Também já fui fazendeiro
Nas bandas da Inglaterra
Tive muito gado e terra
Empregados e dinheiro
Saí lá do estrangeiro
Por estar endividado
Hoje sou aposentado
E só tenho um jumento
Apaguei do pensamento
O que já fiz de errado.

Eu rogo ao Criador
Tenha de mim piedade
Perdoe cada maldade
Porque sou tão pecador
A muitos levei a dor
Pisei e fui massacrado
Julguei amaldiçoado
Quem causou em mim lamento
Apaguei do pensamento
O que já fiz de errado.

terça-feira, 30 de maio de 2017

MAMÃE QUERO SER POLÍTICO


Djalma Ramos
6ª Edição - Bahia

Mamãe vou ser político, esse é o meu desejo
Emprego não acho, essa é a solução que vejo
Depois de quatro anos, ainda me reelejo!
Vou ganhar tanto “dindin”, vou sair por aí
Pagando para alguém, dar um beijo em mim..
Mãe! É tanta mordomia, não vou aguentar
Depois do meu mandato de quatro anos
Claro! Vou me aposentar!
Já gozei tudo que tinha a gozar,
Viagem aérea, pra lá e pra cá
Sempre tento alguém que pague, e eu nada a gastar...
Mamãe não vou ficar, dando tiro a esmo
O circo muda, mas o palhaço, continua o mesmo!
Mamãe, pra ganhar tanto “dindin”, faço uma crítica
Nunca vi tanta facilidade, só na política, na politicalidade
Pode ser desse “ tamaninho”, o tamanho da cidade.
Mãe querida,nessa vida, de tanto trabalhar, tenho mãos ardidas
Já fui servente, pedreiro, carpinteiro e até crítico
Agora me “arretei”! Mamãe eu quero ser político, político quero ser.









MAR DE LAMA


Marcelo de Oliveira Souza
6ª Edição - Bahia


Uma nova bomba estoura no planalto central, que põe em polvorosa a classe política brasileira, pondo o seu povo indignado com tanta sujeira que permeia a nossa nação.
Essa temática não é muito bonita, contudo todos tem que participar desse triste momento em que o Brasil atravessa, servindo de chacota para o mundo inteiro, pondo o brasileiro honesto com vergonha de um pais tão grande lindo e promissor.

As pessoas não tem direito a nada, são obrigadas a votar em quem não quer, agora estamos  perdendo direitos assegurados por constituição, vemos nosso parco dinheirinho escoando pelo ralo, com essa inflação que galopa e os mandatários se reúnem para continuar com seus benefícios próprios, é tanto inquérito que nos perdemos no labirinto dos processos, só sabemos de uma coisa: - o Brasil é um mar de lama!
Estamos falando apenas de nível nacional, com a operação lava-jato e seus desdobramentos, imaginem senhores e senhoras, quanto duto de propina existe Brasil a fora?

Não podemos colocar TODOS no mesmo saco de propina, mas infelizmente quase todos estão envolvidos com alguma falcatrua, não adianta ter processos abertos e prisões domiciliares, temos que mudar a base da nossa constituição penal, rever todas as leis que normatizam os  crimes e suas penalidades, pois se não revisarmos vamos prender e soltar, é o que a bandidagem está acostumada e o que infelizmente não vai mudar.

Hoje reclamamos, protestamos, pedimos justiça, mas infelizmente ela é uma senhora que está dormindo e vai continuar, por causa de leis que a adormecem, continuando sempre assim até um dia.

Esse dia está muito longe de acontecer; acontecerá  somente, quando nossos representantes não forem os principais lobos da corrupção, algo que cresce de cima para baixo, onde o próprio povo alimenta essa bandidagem,  ganhando para votar ou votando em renomados malfeitores;  assim o nosso país seguirá capenga e forte, pulando cada desafio, perdendo dinheiro a cada duto como se fosse óleo de um carro velho em uma longa viagem, que a cada ano se reabastecerá e abastecerá a corrupção indefinidamente.



INFÂNCIA DE QUEM BRINCOU


Alexandra Lacerda
6ª Ediçãi - Alagoas


Quero ver quem aqui teve
Uma infância igual a minha;
Quem tirou leite de vaca,
Correu atrás de galinha,
Quem dormiu com cachorrinhos,
Criou muitos coelhinhos
E quem brincou de casinha.

Quero ver quem aqui teve
Goiabeira no quintal,
Cachoeira no vizinho
E porquinhos no curral,
Quem tomou banho de chuva,
E no pomar colheu uva,
Achando tudo normal.

Quero ver quem aqui teve
Um ganso de estimação;
Quem brincou numa pedreira
Depois de uma explosão;
Quem teve um fogão de barro,
Ou um parente bizarro
De quem gostou de montão!

Quero ver quem aqui teve
Bica num dia de chuva,
Quem brincou de esconde-esconde
Foi mordido por saúva
Quem de palha fez chapéu
Abrindo os braços pro céu,
Dispensando guarda-chuva.

Quero ver quem aqui teve
Bonequinhas de papel,
Quem juntava os amiguinhos
Pra brincar de passa-anel,
Quem brincando de balanço
Nunca queria descanso:
Vida com sabor de mel.

Quero ver quem aqui teve,
Quero ver quem aqui tem!
A infância bem guardada,
Pra quando a tristeza vem.
Porque quando a gente cresce,
De brincar a gente esquece
E a velhice vem de trem.

Quero ver quem aqui teve!
Por quem não teve, eu lamento...
Desejo a toda criança
Muito feliz crescimento.
E às maduras crianças,
Não se estressem com as mudanças
E bom envelhecimento!


*Criado em 10/10/2016

AMOR E PAIXÃO


Ciro Veras
6ª Edição - Alagoas

Uma história de paixão,
Não demora a se findar.
É como fazer cordel,
Sem métrica e sem rimar.
Pois sendo assim soa falso,
Sem sair desse percalço,
Acaba-se num piscar.

Já no amor é diferente.
Ele é muito mais sereno.
Amor rima com constância.
Por ser tranquilo e ameno
Além de ser verdadeiro
É também mais companheiro,
Da paixão, não tem veneno!

A paixão enquanto dura,
Pode causar confusão!
A pessoa se alucina,
Até perde sua razão.
Paixão, não tem segurança,
Voa, voa e nunca alcança,
Desgoverna um batalhão!

O amor é bem mais durável
E com calma se resolve.
A pessoa é consciente.
Com outro nunca se envolve.
Ele mesmo se segura,
Seja em benesse ou agrura,
Raramente se dissolve.

Quando a paixão acontece,
A pessoa entra em delírio.
Vislumbra tudo bonito.
O feio vira colírio
Pros olhos do apaixonado,
Tudo parece nublado,
Até que chega o martírio.

Uma pessoa que ama,
Vê tudo com mais clareza.
Enxerga feio e bonito.
Nem tudo é uma beleza.
Para os olhos de quem ama,
Ao manter acesa a chama,
Amor vive com firmeza.

Mas a durabilidade
Da paixão é tão curtinha.
O cabra pensa que ama,
Mas não ama, é só murrinha
Da paixão incomodando,
De galho em galho pulando,
Voando qual andorinha.

Quando o amor tem alicerce
Bem fincado nesse chão,
Quem ama não sai voando
Por aí como avião.
Tendo equilíbrio segura,
Seu parceiro com ternura,
Não cai em contradição!


* Criado em 28/12/2016





























Morgação total

Kelvia Vital
6ª Edição - Alagoas

Celebremos a estupidez humana,
o consumismo exagerado,
as simbologias sem fundamentos,
a irracionalidade do nosso ser,
a insensibilidade,
a falta do bom senso,
o desrespeito.
Vivemos dias em que precisamos parar
para pensarmos sobre nossos valores e nossas atitudes,
numa tentativa de sairmos do túmulo da covardia e da hipocrisia.
Desde cedo me ensinaram a rezar,
só não me ensinaram a sair da cova social de maneira mais fácil.
Mesmo agonizando,
não paro de respirar esperança de tempos melhores,
além de seres humanos mais dignos.
Para que aprendemos tão cedo a rezar?
Se muitas de nossas atitudes não condizem com aquilo que pregamos.
Será que basta apenas falarmos do amor ao próximo sem praticá-lo?
Estamos rezando velas...
Estou de luto eterno pela pátria que me pariu.
Uma nação chamada Brasil,
que além de ter nos deixado órfãos,
levou para o túmulo quem mais precisávamos para viver dignamente:
a saúde,
a educação,
a segurança pública,
a moradia,
o trabalho,
o lazer...
Parece-me que está cada vez pior viver socialmente.

MUSA DO SOL


D'Gáudio Procópio                      
6ª Edição - Piauí


Se ao meu alcance estivesse,
E fosse meu o poder,
Daria  a cada uma
Um par de olhos azuis;
Vestiria-as com vestes brancas (longa):
Branco, lilás ou azul turquesa.
A tez branda!  Nem muito
Nem menos, um meio termo.
Morena suave!
Um ligeiro decote
Não muito avançado.
Cabelos castanhos, longos...
Ligeiramente ondulados
Em cascata a cobrir o busto.
Adorná-las-ia, com flores
Sobre a fronte direita
Presas aos cabelos.
Algumas menores
Por sobre os cabelos.
Deixaria que seus cabelos crescessem,
Decaíssem sobre os ombros
Até aos quadris.
Adornaria meu jardim.
Ao nascer do sol
Aos primeiros raios.
Os cabelos, um pouco esvoaçantes.
Ao sabor do vento
A brisa suave,
A doce aragem da manhã.
Os raios do sol a banhar
Os fios dourados ou castanhos
Dos cabelos...
A suavizar e a bailar.
Olhos azuis, olhos verdes.
Que o brilho dos seus olhos
Confundisse
Com o brilho do sol
A ofuscar os homens.
Dentes em marfim;
Lábios vermelhos, lábios puros...
Ao natural!
Uma beleza pura.
Sem mácula, sem maquiagem
O beija-flor e o pinta-silva
As invejariam
Sem a corrupção externa
Que estraga a beleza
Da mulher brasileira.
Essência feminina, esta
Simplesmente, mulher!
O elo perdido, musa mulher.
E me poria a contemplar
A ofuscante beleza
Da mais excelente criatura terrestre
Já concebida nesta galáxia
Se ao meu alcance estivesse...
E fosse meu o poder,
Daria a  cada uma...
Dois olhos azuis







PERDÃO, MINHA MÃE!


FMoura Filho
6ª Edição - Piauí

Perdão, minha mãe!
desde a concepção,
esperava um filho são.
Fui um filho pródigo,
revoltado e infeliz.
Perdão, minha mãe!
por todo mal que te fiz.
Perdão, minha mãe!
por seu amor e meu dasamor.
Perdão, minha mãe!
pelas batalhas perdidas,
atirei sempre a esmo.
Fiz tudo mal feito,
fui um cara imperfeito.
Não soube te amar,
sei que deixei a desejar.
Agora no seu leito de morte,
espero a sorte, de um dia te encontrar,
para me redimir, me recuperar.
Perdão, minha mãe!