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quarta-feira, 2 de agosto de 2017
GRATIDÃO
Suely Saad
8ª Edição - Rio de Janeiro
Às vezes me pego a pensar em alguns sentimentos em nossos corações. Amor, ódio, piedade, raiva, carinho, são tantos, que não sei como um pequeno órgão abriga a todos.
Quando fazemos alguma coisa em prol de um semelhante, por melhor que sejamos, lá no fundinho de nós,esperamos um reconhecimento, por pequeno que seja. Se não o recebemos, nossa decepção vem como uma triste constatação de que talvez não tenhamos feito o certo. Geralmente, o que acontece é que poucos fazem uso de um sentimento: a gratidão!
Tudo bem que você fez porque quis, mas sempre esperamos um "muito obrigado", que seja, embora falemos tantas vezes para poucas coisas, que acaba ficando sem muito significado, sem sentimento de agradecer, realmente.
Aquilo que recebemos de alguém, que no momento de nossa necessidade, nos socorreu,quando muitos nem se "tocaram",deve ser visto com gratidão, esse sentimento tão lindo que rima e faz bem ao coração!
Vamos demonstrar nossa gratidão sempre que houver uma oportunidade para tal. Vai fazer bem a você e alegrar a quem recebeu! Abraços meus caros amigos e amigas e vamos ser sempre agradecidos a tudo de bom que recebemos!
terça-feira, 1 de agosto de 2017
EREÇÃO
Jani Brasil
8ª Edição – São Paulo
Pensando bem
Ereção lembra sexo... tesão...
Mas quero aqui falar da
vida.
Erigir para a vida!
Erigir para a vida!
É cada dia renovar os
sonhos
É alimentar esperanças
É acreditar em si!
Erigir para a vida!
É esquecer as
adversidades, é enxergar o brilho das estrelas em dia de temporal.
Contemplar um oásis no
seu deserto...
É cantar parabéns a você,
mesmo sozinho, no seu aniversário!
É olhar-se no espelho e
ver ali, a melhor pessoa do mundo!
Erigir para a vida!
É negar - se a estar
deprimido
Sorrir... Cantar... Dançar...
Mesmo querendo chorar.
Erigir para a vida!
Ė ser cheiroso,
gostoso,
É ser forte, mesmo
sendo dengoso!
É amar a si mesmo,
quando não se sentir por ninguém amado.
É negar-se a estar em
voos rasantes...
Ė ter a certeza que
podes alçar voos tão belos e altos...
Quanto aos voos de águia!
segunda-feira, 31 de julho de 2017
ÔNIBUS
Marinês Bonacina
8ª Edição - Rio Grande do Sul
No final da tarde,
Em qualquer ônibus,
Diferenças e semelhanças nos aproximam.
Eu, movimento direção.
Você, o bilhete de entrada.
Eu, lembranças e poesia.
Você, o grito da parada.
Eu, idéias, espírito e carne.
Você, matéria crua, ferro,vidro.
Eu, chegada incerta.
Você, parada certa.
Eu sou pó, no fim da caminhada.
Você, muita poeira na estrada.
ALDRAVIA - LIBERDADE
Oliveira Caruso
8ª Edição - Rio de Janeiro
Liberdade
não
pode
virar
libertinagem
DOS NOMES DE ALGUNS BAIRROS DE SALVADOR
Djalma Amorim Ramos
8ª Edição - Bahia
Quanto nome errado tem aqui nessa cidade!
Não gosto de mentira, só falo a verdade.
Vi um sujeito sendo preso, em plena LIBERDADE!
Tô lhe perguntando, quero que me responda agora
Tô querendo saber, onde é que você mora?
O tabaréu respondeu: "tá falando com eu"?
Achei um absurdo, quando ele me falou: “sou do PAU MIÚDO”!
Mirei de cima pra baixo, vi que o cabra era macho!
"Regalei" meus "zoião"! Você precisava ver, o baita "P" do negão!
Quando a gente sai, alguém diz: "como você passeia”!
Outro nome errado, esse tal de CAMINHO DE AREIA.
De areia lá não tem nada. O que tem, gasta do meu sapato, o salto!
Vejo lá é muita pedra, com cobertura de asfalto!
Que coisa mais errada, comentei até comigo
Esse nome é perigoso, pode acontecer um castigo!
Um dia passei por lá, fui logo me mandando.
No CAMPO DA PÓLVORA, vi muita gente fumando!
Todos deviam ter, a minha opinião
Deixar de passar por lá! Com tanta gente a fumar
Pode haver uma grande explosão!
Esse nome eu vou contar, conto bem ligeiro
O que aconteceu, na BAIXA DO SAPATEIRO.
Pisei na casca de banana, levei um escorrego!
Quando bati no chão, quase me achato
O tombo foi tão grande, que largou a sola do meu sapato!
Andei daqui pra li, andei de lá pra cá
Procurando o sapateiro, pra meu sapato costurar.
Foi aquele bá,fá,fá, foi aquele zum, zum, zum!
Se é BAIXA DO SAPATEIRO
Aqui não encontrei nenhum!
TESTEMUNHO DA DOR
Varenka de Fátima Araújo.
8ª Edição - Bahia
Talvez aquele rapaz
Um jovem que caminhava
Tentando um caminho na vida
Carregava pesos na cabeça
Subia, descia sisudo
Era uma martírio aquele viver
E, o mundo lhe deve
Não sabe o rapaz pobre
O rapaz sabe que tudo foi vendido
O seu rancho, seus pertences
A rua que não era de ladrilho
A terra com tanta belezas
A sua voz ficou embargada
Seus irmãos não entoavam uma canção
Como é triste seu semblante
Hoje, desce a profundeza do nada
Cambaleando tenta atravessar a rua
Embriagado não consegue enxergar
A sua lucidez esta apagada
E, os rostos nos carros sem expressões, param
O rapaz segue seu caminho tenebroso
Turbilhões de trevas em sua mente
E, todos seguem normalmente.
FALTA-ME AS PALAVRAS
Márcio Alexandre Cruz Rosa
8ª Edição - Sergipe
Falta-me!
As palavras,
A certeza,
A clareza,
A experiência,
A sapiência,
Falta-me!
As palavras.
Certas,
Completas,
Formais,
Naturais,
Falta-me!
As palavras.
Para escrever,
Fazer,
Dizer
Falta-me!
As palavras
Para expressar
Talento,
Sentimento,
E principalmente para deixar escrito
Nesse texto manuscrito.
domingo, 30 de julho de 2017
ADOTE UMA NOVA MENTALIDADE
Kelvia Vital
8ª Edição - Alagoas
Não condene aqueles que são vítimas sociais.
Acredite que o ser humano sempre é capaz de se superar.
Ao começar com as crianças em estado de vulnerabilidade que, mesmo com brilho no olhar, possuem mãos e pés atados por acreditarem naquilo que disseram ser a verdade.
Nem sabem o caminho a seguir.
Nem possuem o amor em suas vidas.
Apenas vítimas!
Vítimas de uma sociedade hipócrita!
Que agora começa a se mobilizar
E a se enxergar causadora desse mal.
Não valorize tanto os bens materiais,
Eles não são eternos.
Valorize o ser humano, os animais, os elementos da natureza, a sua espiritualidade.
Acredite mais em você. O seu mundo está conectado a outros mundos.
Em pequenos cliques nos alcançamos,
Mas será que estamos nos sentindo?
Ou apenas nos enumerando?
Adote sonhos.
Ajude a construí-los.
Muitos já os perdeu.
Desistiram de alcançá-los.
Preocupe-se também com você,
Isso será refletido no outro
De forma tão natural e humana.
Acorde em paz!
Durma em paz!
O CASAMENTO
Zé Gaiola
8ª Edição - São Paulo
O casamento é um ato solene.
Quando duas pessoas vão viver perene.
Onde amigos e parentes vão comemorar.
Com festa e alegria, presenciar.
Duas famílias se unem para confirmar.
O desejo dos noivos em casar.
Depois de namorar, concretizar.
Um sonho de ter um lar.
Existem diversas formas de união.
Que depende de uma afirmação.
Quando do mesmo sexo é igualitário.
Outros casamentos vão depender de critério.
As bodas são comemoradas.
Todos os anos são festejadas.
Bodas de prata, ouro ou diamante.
São as mais festejadas atualmente.
Feliz o casal que conserva o amor.
Vivendo juntos com fervor.
Passando por qualquer dificuldade.
Em busca de viver com felicidade.
O casal que ama para sempre.
Até que a morte os separe.
É um casal feliz com certeza.
Não tem dúvida, é uma beleza.
SAUDADE
Daniela Bento
8ª Edição - Sergipe
As pedras do meu abismo ainda não encontraram todos os lugares no fundo de mim. Elas buscam o melhor lugar para encanlhar, buscam o oculto, o silencio. Eterna busca! Penso que meus abismos são feito de medos, e minhas trilhas iluminadas pelo sonho do porvir.
Em noites, me visto no manto do desejo ardente das coisas “improvadas”, as que ainda não degustei com a ponta da minha língua ardente. Miro o longe, e se estou aos pés do mar, pesco alguma solidão latente no alvejar de uma jangada. E se me lanço à praia, imagino cardumes de saudades a nadar em meus oceanos intransponíveis.
Não sei que rumo sigo eu, nessa noite. Apenas perco-me à procura de uma palavra que enfeite uma frase. Bebo olhares, colho risos, oferto abraços, algum adorno capaz de traduzir os silêncios de mim.
8ª Edição - Sergipe
As pedras do meu abismo ainda não encontraram todos os lugares no fundo de mim. Elas buscam o melhor lugar para encanlhar, buscam o oculto, o silencio. Eterna busca! Penso que meus abismos são feito de medos, e minhas trilhas iluminadas pelo sonho do porvir.
Em noites, me visto no manto do desejo ardente das coisas “improvadas”, as que ainda não degustei com a ponta da minha língua ardente. Miro o longe, e se estou aos pés do mar, pesco alguma solidão latente no alvejar de uma jangada. E se me lanço à praia, imagino cardumes de saudades a nadar em meus oceanos intransponíveis.
Não sei que rumo sigo eu, nessa noite. Apenas perco-me à procura de uma palavra que enfeite uma frase. Bebo olhares, colho risos, oferto abraços, algum adorno capaz de traduzir os silêncios de mim.
LENTAMENTE
JR
8ª Edição - Paraíba
Meu amor,
quero beijá-la
lentamente.
Admirando o sol
no azul do céu
que tão depressa
se esconde no poente
recebendo a noite
com seu negro véu.
Meu amor
quero beijá-la
lentamente
na madrugada
contemplando estrelas
vendo que a lua
também vai embora.
Meu amor
quero beijá-la
lentamente
nesse novo dia
pela estrada
afora.
ENTARDECER
J R
8ª Edição - Paraíba
Cai a tarde , e o sol alaranjado vai se despedindo, debruçando no horizonte. Até parece nos dizer que está partindo para clarear novos mundos, levando a todos a tua luz, o teu calor e numa atitude de dever cumprido, após ter aquecido campos, florestas, mares, desertos, plantações, aves, animais e seres humanos, me deixa a pensar no meu dia, como teria sido o meu dia? Será que eu também já estou pronto para enfrentar o desafio de um novo dia?
Será que no amanhecer do novo dia, eu lá estarei com toda a força, levando a todos a minha luz, o meu calor e assim ao final de cada entardecer eu possa dizer... Missão cumprida?
Cai a noite, e eu posso ver que a natureza me surpreende ainda mais, com a beleza cintilante das estrelas, a emoldurar a escuridão da noite. E para tornar ainda mais belo esse espetáculo... É noite de lua cheia.
Eu ali na minha janela a contemplar tudo aquilo, me questiono: será que cumpri corretamente o meu papel? Que na minha pequena passagem por aqui, não menos importante ou de menor beleza do que todo aquele espetáculo que se repete a bilhões de anos.
Somos todos criação do mesmo DEUS!,
Por isso afirmo que não há na natureza, algo que seja de menor importância; por isso convido você a dividir comigo a nossa janela do tempo, para que juntos, contemplemos DEUS! Através da natureza, num questionamento saudável em um novo ENTARDECER!
8ª Edição - Paraíba
Cai a tarde , e o sol alaranjado vai se despedindo, debruçando no horizonte. Até parece nos dizer que está partindo para clarear novos mundos, levando a todos a tua luz, o teu calor e numa atitude de dever cumprido, após ter aquecido campos, florestas, mares, desertos, plantações, aves, animais e seres humanos, me deixa a pensar no meu dia, como teria sido o meu dia? Será que eu também já estou pronto para enfrentar o desafio de um novo dia?
Será que no amanhecer do novo dia, eu lá estarei com toda a força, levando a todos a minha luz, o meu calor e assim ao final de cada entardecer eu possa dizer... Missão cumprida?
Cai a noite, e eu posso ver que a natureza me surpreende ainda mais, com a beleza cintilante das estrelas, a emoldurar a escuridão da noite. E para tornar ainda mais belo esse espetáculo... É noite de lua cheia.
Eu ali na minha janela a contemplar tudo aquilo, me questiono: será que cumpri corretamente o meu papel? Que na minha pequena passagem por aqui, não menos importante ou de menor beleza do que todo aquele espetáculo que se repete a bilhões de anos.
Somos todos criação do mesmo DEUS!,
Por isso afirmo que não há na natureza, algo que seja de menor importância; por isso convido você a dividir comigo a nossa janela do tempo, para que juntos, contemplemos DEUS! Através da natureza, num questionamento saudável em um novo ENTARDECER!
DEIXANDO O QUE VOCÊ ME CAUSOU, PARA TRÁS
Alice da Silva Santos.
8ª Edição - Alagoas
Olá, lembra-se de mim?
Provavelmente não...
Mas, vou te ajudar a lembrar-se
Eu sou a menina que você abusou...
Aquela menina, que você drogou e em um beco escuro
Destruiu- lhe a vida...
Sou a mesma menina
Que enquanto você arrancava-lhe a roupa, chorava copiosamente
Pedido para parar...
E você parou? Não!
Mesmo com o meu desespero, a minha reluta
Você me usou da forma mais suja que alguém poderia usar outra...
E o que fez depois de tamanha blasfêmia?
Me abandonou...
Toda machucada, totalmente desorientada
Eu tinha apenas 13 anos...
Tens noção do quanto você, com o seu mau feito, me prejudicou?
Parou para pensar o que seria de mim, depois do que me fizera?
Dali em diante, meu mundo já era totalmente outro...
Eu saí daquele beco, me sentindo a pior pessoa
Cheguei em casa, e enquanto tomava banho...
Rezava para que a água que escorria por meu corpo
Levasse toda a dor, o nojo, o sofrimento...
Me olhei no espelho e quis morrer
Minhas noites eram turbulentas...
Meus dias cinzentos
Eu me odiava...
Culpava-me por algo
Que você fez...
Entrei em depressão
Desenvolvi problemas de auto estima...
Problemas com a perda
Seja de um ente querido ou material...
Me tornei dependente de afeto
De amor...
Me revoltei com a vida...
Com o mundo
Me tornei uma sombra...
Vaguei sem rumo...
Agora, após três anos
Estou me encontrando novamente
Estou curada?
Superei meus medos?
Minhas neuras?
Longe disso...
Mas, estou cansada deste fardo
Que carrego sobre os ombros...
Esta na hora de abandonar todo o peso
Que as suas ações me impuseram...
Guardei rancor por muito tempo
Hoje estou aqui para lhe perdoar...
Mesmo que não saibas quem sou
Muito menos o que me causou...
sábado, 29 de julho de 2017
PRIMEIRA VEZ
Rff
8ª Edição - Piauí
Naquela alcova
De cetim, nós...
Nos entregamos
Em um doce amor
Eu te olhava com amor
E tu dançavas pra mim...
Era nossa noite nupcial
Teu corpo de curvas
Sensuais e original!
Despertando minha
Virgem lascívia...
Foi como um sonho
Aos poucos a timidez
Foi indo embora...
Meu sangue fervia de
Desejos! E aos carinhos
Cedemos sedentos aos
Doces beijos... Mãos
Percorriam nossos corpos
Carinhos suaves tal pétalas
Buscavam nossas zonas
Erógenas e aos poucos
Esperávamos o acontecer
Finalmente iríamos ao
Auge dos desejos retidos
Agora éramos finalmente
Um casal feliz para nos
Doarmos um ao outro
E assim fizemos o amor
Suave e impertinente
Te possuí e me possuístes
Integralmente! Hoje temos
Nossos rebentos e ainda te
Desejo ardentemente!
Envelhecidos
És minha esposa
E eu teu marido!
DESCOBERTAS
Luiza Cantanhêde
8ª Edição - Piauí
Há sempre uma farmácia aberta
Um antídoto para o suicídio
Um Boticário vendendo
Armas
- Que digo eu, meu Senhor?
Que roubo sapatos
E ando descalço.
FÊMEA
Deusa Orquídea.
8ª Edição - Piauí
Já transitei por amores impossíveis.
Também vivenciei loucas paixões.
Porém, digo após nítidas reflexões.
Só valem apenas amores acessíveis.
Amores e lucidez por vias visíveis.
Jamais me perderei em deflexões.
Pois delibero minhas conexões.
Desejo paixões imprescindíveis.
Loba uivante no cair da noite.
Esta outra margem de mim sob luar.
São gestos, sonhos, fêmea no desvario.
Seguindo no tempo livre no afoite.
Assim, adornada pelo verbo amar.
Pois, logo a morte virá com poderio.
8ª Edição - Piauí
Já transitei por amores impossíveis.
Também vivenciei loucas paixões.
Porém, digo após nítidas reflexões.
Só valem apenas amores acessíveis.
Amores e lucidez por vias visíveis.
Jamais me perderei em deflexões.
Pois delibero minhas conexões.
Desejo paixões imprescindíveis.
Loba uivante no cair da noite.
Esta outra margem de mim sob luar.
São gestos, sonhos, fêmea no desvario.
Seguindo no tempo livre no afoite.
Assim, adornada pelo verbo amar.
Pois, logo a morte virá com poderio.
sexta-feira, 28 de julho de 2017
O VAQUEIRO APAIXONADO
Ademilson Flôr de Freitas
8ª Edição - Alagoas
No sertão tem um vaqueiro
Que gosta de cavalgar
Montado num cavalo
Segue para qualquer lugar
Percorre por todos os lugares
Percorre por toda região
Conheceu uma moça
Que despertou uma enorme paixão
Foi até a casa da moça
Para pedir a sua mão
Mas o vaqueiro não sabia
Que era filha de um patrão
O vaqueiro foi humilhado
Ficou até sem reação
O patrão não aceitou
Pois, o vaqueiro é um pobretão
O vaqueiro sentia amor
A moça sentia paixão
Os dois pretendiam fugir juntos
Um capataz impedia a escapação
O vaqueiro foi pra cidade
Não conseguiu ter adaptação
Voltou para um lugar
Voltou para o sertão
A moça amava o vaqueiro
E não tinha informação
O patrão foi o culpado
A moça morreu de depressão
O vaqueiro ficou no desprezo
O vaqueiro ficou na destruição
A moça morreu
Por causa do patrão
Era tão importante o lugar
Era tão importante o sertão
Devido a morte da moça
O vaqueiro guarda decepção
O vaqueiro ainda apaixonado
Comprou um violão
Cantando pelos lugares
Tudo que sentia no coração.
ENALTECENDO A ÁUREA
Chiquinho Poeta.
8ª Edição - Sergipe
Nosso universo é esplêndido
existem tantas maravílhas
nos jardins nascem as flores
Proporcionando alegrias
Alegrias para a vida
Encantamento que acalma
Traz a paz nos faz amar
enaltecendo a nossa Áurea
Cada flor tem seu perfume
mais a Áurea, em cada ser
ser humano é ter respeito
é amar, saber viver
Independe do que tu sejas
ame sempre sem cessar
sua Áurea agradece
e cresce
no universo para amar.
VÓ ROSA, A ROSALINA
Tito Souza
8ª Edição - Sergipe
01)
Todos prestem atenção
No que aqui vou relatar
Vó Rosa tá consciente
Muito ainda há de aprontar
Está viva, e muito viva
Pensa, rir, tá na ativa
Muito ainda há de falar.
02)
A vó Rosa,a Rosalina
Com noventa de idade
Natural de Maruim
Lá viveu na mocidade
Mudou para Aracaju
Não foi para a zona sul
Foi pro centro da cidade.
03)
Esta Rosa é nossa avó
Aqui homenageada
Mulher guerreira e valente
De encarar qualquer parada
Homem que fosse atrevido
Não sendo dela querido
Era facão ou porrada.
04)
Vovó Rosa trabalhou
Sempre com honestidade
Já sofreu muito na vida
Passou por dificuldade
Mas comprou sua casinha
Nela vive hoje velhinha
Mas é com dignidade.
05)
A vó Rosa era festeira
Gostava de viajar
As cidades do nordeste
Muitas, já foi visitar
Comprava mercadoria
Brincava, mas dia a dia
Gostava é de trabalhar.
06)
Cedinho estava de pé
Saía de madrugada
Usando ervas pra chás
Já fez muita garrafada
Do seu boteco ervanário
Tirava o suado salário
Pra criar a filharada.
07)
Um filho e mais três filhas
Foram os que lhe restou
Deus havia dado outros
Mas o próprio Deus levou
Netos, cada filho a deu
Nenhum deles se perdeu
Pro mau nenhum debandou.
08)
Vó nunca media esforço
Pra trazer pra casa o pão
E quem precisasse dela
Ela sempre dava a mão
Toda a família ajudou
Muito neto ela criou
Tudo com satisfação.
09)
Mesmo ela debilitada
Por tanto que já viveu
Lembra e sente saudade
Da gente que Deus lhe deu
Às vezes chega a chorar
Quando a vida a faz pensar
Que muita gente a esqueceu.
10)
Vó Rosa amava um louro
Ô bicho conversador
Com mais de setenta foi-se
Seu papagaio ióiô
Vó Rosa ficou sentida
Muito triste, abatida
Mas tudo passa e superou.
11)
Quem ainda tem avó
Aproveite enquanto há tempo
Pois a vida é passageira
Voa quase como o vento
Peça a benção à vozinha
Abraçe e beije a velhinha
vó também tem sentimento.
12)
São hoje dezesseis netos
Alguns bisnetos vó tem
Não sou neto oficial
Mas também a quero bem
Tito Souza eu sou e digo
Dela que sou neto e amigo
Peço a benção e falo amém.
CAFÉ FRIO? QUE HORROR! ISSO É TRISTE! SE AJEITE.
Alaíde Souza Costa
8ª Edição - Sergipe
Quer um café bem fresquinho?
Disso não guardo segredo
Sai da cama e acorde cedo
Vai pra sala de mansinho
O estômago? Há um ronquinho
Tem bolo e café com leite
Cuscuz com carne e azeite
Não demore, meu amor
Café frio? Que horror!
Isso é triste! Se ajeite.
* MOTE e GLOSA da autora
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