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domingo, 9 de abril de 2017

TARDE DE OUTONO


Eudalia Martins
4ª Edição - SP

Tarde típica de outono.
O céu escurecido assim nublado.
Um friozinho que pede um cafezinho
quentinho na hora.
Mas ao olhar pela janela vejo que as árvores,
por encanto, parecem dançar ou balançar.
Seria para que as folhas já envelhecidas caíssem?
Vejo as folhas tristemente rolarem pelas ruas.
E as senhoras com suas vassouras a varrerem
suas calçadas, até parecem serem indesejadas.
Fico aqui a pensar: a vida também tem um pouco
do outono. A cada ano que passa nos vamos acomodando
em nosso cantinho, uns em suas cadeiras de balanço em sua varanda
e assim deixamos passar, as nossas estações do ano.
Um tanto nostálgico.


sexta-feira, 7 de abril de 2017

ÉBRIO


Jani Brasil
4ª Edição - SP


Vazio esmerado neste ser
Ser dúbio...
Dúbio... Louco...
Louco como um ébrio!

Ébrio devastando a alma
Alma de um sonhador...
Sonhador em mil quimeras
Quimeras guardadas em flores!

Flores em jardins esquecidos
Esquecidos pássaros dormentes
Dormentes neste contingente
Contingente sem cadências

Cadências... Sem samba,tons e sons...
Sons vazios gritam tão forte que...
Que ensurdecem a alma
Alma... Flores e jardins!

Jardins! Acordem para brilhar
Brilhar e saberem que animais
Animais dentro de nós... Não...        
Não se deixam domar!

Domar a fera dúbia
Dúbia... Louco...
Louco ébrio que se...
Se deixou levar... Vazio !
       


DIÁRIO DE MULHER


Suzete Palitos
4ª Edição - SP


Coração
Folha em branco
Linhas de mulher
Fêmeo silêncio
Encanto
E, entretanto
Num cursivo perfume
Tracejando vida
Sobre o papel...

QUERO AMOR


Washington Lanfredi
4ª Edição - SP


O amor é algo incrível
que de dia viaja
e a noite suspira;

Porém quando eu amo no lar
fico me imaginando em um livro
contando minha vida antes e depois de amar;

Quando fico pensando
sobre o amar
já esta na hora de praticar;

O amor é sangrento
e é por isso que as vezes
choro por dentro;

Mas não estou triste
só estou querendo
ter alguém que me aguente.


terça-feira, 4 de abril de 2017

CANTO

Janaína da Cunha
4ª Edição - RJ


(Aos Guerreiros e Guerreiras Servidores Públicos Estaduais do ERJ que defendem com coragem seus Direitos como cidadãos e lutam bravamente contra um governo Corrupto, Desumano e Criminoso)

Como dizia Martin Luther King,
"Não tenho medo do grito dos maus. Tenho medo do silêncio dos bons".
Por isso eu Canto.

Canto promessas insanas ao vento sem saber onde vão cair.

Canto dores sombrias,
almas sem rostos
e sentimentos que nunca senti.

Canto no canto do silêncio de quem não tem voz
infinitas palavras para quem não deseja ouvir.

Canto nos quatro cantos
o canto melancólico dos desgraçados,
as faces camufladas
do preconceito
e a maldade escondida
por trás das máscaras.

Ignoro a todo instante
os apelos vãos
de quem clama por
minha sensatez
e me rebelo diante
da imagem distorcida
que vejo diante do espelho.

Quem sou eu?
Quem são vocês?

Não concordo com o canto de quem se engana
que a destruição do mundo
é culpa dos canalhas
e corruptos.
Mentira... mentira!

A culpa é da omissão
de quem se cega,
da surdez de quem
finge não escutar
e da boca covarde
que se cala
diante da indignação.

Levanto minha voz
contra a hipocrisia
e o comodismo dos
que me cercam e canto!

Sim... eu me atrevo e canto!

Canto as lágrimas
dos inocentes,
a angústia da mãe que reza
e o pai que volta para
a casa de mãos vazias.

Canto a fome
dos miseráveis,
os pesadelos de quem dorme na impunidade
e os demônios deitados
em camas ricas de uma consciência sem lei.

Eu canto mesmo
sem saber cantar
porque a pimenta
que arde na sua língua
é a Poesia Viva
que queima em mim!



TROVA - RAPARIGA

Rapariga portuguesa
não traduz a nordestina.
Uma é jovem, com certeza,
a outra infeliz na sina.

(Oliveira Caruso)

segunda-feira, 3 de abril de 2017

SEDUTORA


Ana Araujo
4ª Edição - RJ

Seduza-me,
Faz acalentar o meu corpo ao luar
Aos ventos dos assobios, danço com a lua...
Fogosa, mulher eu sou, bela morena,
que encanta na calada da noite.
Jogo flores no vento.
e na magia do meu olhar
te envolvo na minha sedução
morena da boca vermelha,
que adora mistérios,
meus olhos brilham na luz das estrelas...
meu corpo nu banha ao luar...
nos raios do tempo meu corpo seduz
Intocável levito e insinuo na poesia.
Tenho como madrinha a lua branca
minha confidente em sonhos
e a energia das estrelas reluzentes
a paixão da noite.
Nas estradas seduzo meus encantos
Aos olhos dos homens que me seduz.



Versos tristes


SuelySaad
4ª Edição - RJ

Vendo fogos de um campo
Veio uma tristeza sem par
Lembrei dos ciganos torturados
É que poucos são lembrados

Uma desgraça tamanha
Uma injustiça sem igual
Matar os seres humanos
Que não eram olhados como tal

Considerados raça inferior
Por não serem arianos
Um povo maravilhoso
Esses queridos ciganos

Ainda bem que agora
Vivemos bem mais felizes
Não temos tantos horrores
Mesmo tendo cicatrizes

Vamos tentar ser felizes
Viver a vida com alegrias
Deixar a infelicidade
Bem longe dos nossos dias


ANTIGAS INSÔNIAS

Anésio Fraga
4ª Edição - SE


      Na minha infância, um desejo era simples brincadeira, que ia crescendo em formato de sonhos, tomando conta dos meus pensamentos, das minhas entranhas e insônias...
Nas madrugadas, eu sonhava em ser artista. Queria fazer parte das Artes Cênicas, teatro, TV... Mas, os anos se passaram e os sonhos aos poucos mudaram. Nasceu em mim o desejo da poesia. Comecei a fazer poemas e a publicá-los em Antologias Poéticas.

    Fortaleci essa ideia, ao receber o convite para participar do grupo de whatsApp "Poemas do Brasil ".  De início, fiquei na dúvida, mas, depois vi uma luz no fim do túnel! Já à beira da desistência, me vi encantado e também apreensivo, por conhecer tantas pessoas com currículo literário vasto! Mesmo assim, aceitei o desafio de navegar entre as linhas de uma jornada poética intensa! Senti-me decepcionado no início por pensar: “eu, poeta- aprendiz, entre feras”?! Mas, logo percebi que eles eram tão grandes, quanto são amigos-companheiros! Então, segui em frente, publicando os meus escritos poéticos e participando de eventos literários. Tornei-me um poeta profissional!

    O sonho agora é outro.  Quero subir mais um degrau e ter a minha própria cria! Pretendo realizar essa conquista: publicar o meu primeiro livro – solo! Quero deixar a minha obra- prima, quando me for...




SEM QUERER


Caroline Paixão
4ª Edição - SE

Sem querer te magoei
Você me amou
Mas eu nunca te quis.
Me desculpe
por não te amar.
Hoje
estou arrependida!
Preciso te ter
ao meu lado
Mas você
 não me quer mais
por perto ...

VIDA MALDITA


Djalma Ramos
4ª Edição – BA

Meu amigo era pacato, veio lá do interior
Chegou na cidade grande, vixe maria, que horror!
Sofreu uma mudança, não dá para crer
Meu amigo não bebia, iniciou a beber
Como diz o ditado: uma ovelha má põe o rebanho a perder!
Lá na roça, sempre foi um cabra trabalhador
Trabalhava de sol a sol, era um cabra de valor.
Quando chegou fez uma amizade
Que não lhe ofereceu nenhuma felicidade.
Voltando à roça, pra fazer uma visitinha
Para sustentar o vício, vendeu tudo o que tinha
Vendeu o galo, vendeu a galinha, vejam que situação!
Até seu cachorro amigo, entrou na transação!
Quando voltou à cidade, voltou também para a orgia
Antes trabalhava de sol a sol
Hoje bebe noite e dia
Viciado na bebida, e para completar
Lhe deram o cigarro do capeta, para ele experimentar
Aí que foi a sua desgraça, não sabemos onde isso vai parar!
Usava todos os tipos de droga, inclusive aquela do cheiro
Com isso, gastou, todo o seu dinheiro
E para sustentar seu vício, sem dinheiro pra comprar
Entrou para uma quadrilha, e foi para a rua assaltar!
Com isso, deixou toda a família louca
Quanto mais ele pagava a dívida, aumentava lá na boca!
O que aconteceu com ele, hoje ninguém mais fala
Levando a vida que levava, não deu outra
O seu corpo foi encontrado numa lixeira, todo crivado de bala...



PLATEIA


Murilo Furtado
4ª Edição - RJ

Eu vou querer que você assista meu corpo brilhar,
e  que seu corpo vibre com minha voz,
quero que me convença que não és triste,
se estamos juntos no palco ou platéia..
é porque existe uma razão...
Feliz daquele que se propõe ouvir a canção.
Feliz daquele que permite ao coração!
Pode ser que eu faça uma canção bonita,
pode ser que saia dessa cabeça aflita, uma linda canção...,
De longe eu venho, com a cabeça de poeta,
querendo unir, abranger,
chegar de mansinho... cativar, invadir...
com cautela... sussurrando ao seus ouvidos e
cantando a mais bela canção que trouxer  ...

DESPONTAR EM M´ALMA!


Cláudio Dortas Araújo
4ª Edição - SE


O tempo esfria, a brisa gelada
Me traz toda necessidade de tê-la
Mais uma vez no calor do meu abraço.
E te relembro você carente, e sempre sonho contigo,
Nas madrugadas solitárias, à porta fiquei,
Não sei por quanto tempo, a te vislumbrar...
Tua silhueta despontando no horizonte de m´alma.
De repente desperto!...
O sonho não se materializará
E mais uma vez não a verei como quero,
Arrepiada, pelos eriçados, desejosa dos meus beijos,
Da quentura ímpar do meu corpo,
Sorver e me dar energias...
No amor te dar Vida!


Trilhas do Destino


Edvânia Ramos
4ª Edição - SE

‘Tens no corpo a beleza de todas as deusas
Tens na alma a pureza de todos os anjos
Não provoque-me menina, não fiz votos de santidade, não condene-me ao inferno
Por amor eu desceria pra lá, eu enfrentaria demônios, eu apagaria esse fogo que fez meu corpo queimar por essa noite, que pareceu mais longa que todas as outras.
O que fez comigo? Castigo? Não ouse, também sei castigar...
Beijos suaves. "



AS ANDORINHAS DE CAMPINAS


Zé Gaiola
4ª Edição - SP
                                                                 
Lá pelos anos de cinquenta,
na cidade de Campinas,
havia revoada em festa,
de milhares de andorinhas.
Num mercadinho abandonado.
Elas faziam o seu ninho.
Era por todos admirado
e tratadas com muito carinho.
Todas as tardes, já era esperado,
à sua volta de algum lugar.
Quando toda manhã, tinha saído
e causando a revoada ao voltar.
Eram tantas as andorinhas,
que faziam sombra no chão.
Quem via, aquele espetáculo,
ficava cheio de emoção.
Numa idéia desastrosa,
o local foi reformado.
Dando motivo, pra muita prosa.
Elas se foram e nunca mais retornado.
O mercadinho foi demolido.
A praça deixou de ter sentido.
Campinas, não tem mais o apelido:
"a cidade das andorinhas" foi esquecido.
Hoje a praça das andorinhas
não faz lembrança de nada.
Uma homenagem trocada,
por uma das nossas rainhas.
A "Princesa d´Oeste" ficou triste.
Sem a presença daquelas aves.
Quem conheceu, tem saudades,
das tardes, que ficaram, marcante.
Muitos poetas e escritores,
prestaram, homenagens e louvores,
àquelas aves, tão queridas,
que se foram, sem despedida.








Cidade de Salvador

 
Marcelo de Oliveira Souza,iwa
4ª Edição - BA

Dia de feira
Tô com fome
Vou ali comprar!
São Joaquim, Sete Portas
Ali é o lugar.
Santo Antônio, Bonfim
Hora de rezar.
Campo da Pólvora, Curuzu
Você vai se ficar.
Cidade baixa, na Ribeira
Tem sorvete lá!
Cidade Alta, no Lacerda
Vou te enxergar.

Todos os Santos
Na baía, é de  encantar
Do Centro Histórico ou
Da Barra, a gente vai lembrar.
Tudo bonito,
Tem sorriso de encantar.
Sou carioca ou baiano
Aqui vou morar
Essa cidade é muito linda
Vamos comemorar.
É da garota ou menina
Salvador, aniversário
Você  vai gostar.

No seu dia
É todo dia
Tem tudo de encantar...
Trio elétrico, carnaval,
Caruru, acarajé e vatapá...
Numa poesia...
Um mundo,  uma alegria
Salvador contagia
Você vai deliciar!



Revista Poemas do Brasil

Leomária Mendes Sobrinho
4ª Edição - BA

Na Revista Poemas do Brasil
Há novidades e informações
Para o diferente perfil
Com modalidades e sugestões.

As Artes que o País precisa:
Contos,crônicas, poemas e trovas.
Literatura com linguagem concisa
E diversas criatividades novas.

Vertentes de escritores fabulosos
De poesias românticas, dramáticas, líricas e realistas,
Onde os letristas são animosos.

Sendo o folheto eletrônico de idealistas,
É estar online com equipes de audaciosos
Para conhecer a fala dos populares amorosos.


Enfim,só!

Alexandre Lettner dos Santos
4ª Edição - RS

Enfim  só...
A ante  noite de núpcias.
A vida, no final,
É sempre no singular.
No casamento, o convite, o bolo
Os convidados..
Na separação, sem flores,
Sem padrinho, sozinho....
Enfim só...
Esperando apenas o presença do advogado
Para por no papel o que
Há muito estava no coração.
Sozinho como um órfão do destino.
Sozinho como sonho de menino.
Enfim ,só...
A nova casa,
A nova cama agora sem o peso do outro corpo,
Da outra alma, que no início,  perante ao padre,  era alma gêmea
E agora, no final, perante ao juiz, é adversária...
Enfim só...
Sem a companhia da inocência da filha
Que preenchia o vazio do lar.
O nome da filha,
Que é a junção do nome dos pais,
Jamais poderá se separar,
Vingando, assim,
O destino de seus amados genitores.
Enfim só..
(IN)completamente só,
Enfim......




Poeta

André Flores
4ª Edição - RS

Olá velho amigo
Por onde te esconde?
Tem um tempinho para mim?

Sabe velho companheiro
Andam dizendo que a poesia saiu de moda
A onda agora é o computador
Os livros ficaram para trás.

Saudades dos teus versos
Das tuas rimas
Sonetos soltos ao vento
Embalando os casais apaixonados.

Acredita que ouvi falar
Que a grande sacada agora
É um tal YouTube
E os pobres livros
estão empoeirados.

Muita falta, sinto muita falta
De você meu amigo poeta
Trovando versos
Exaltando o céu e as estrelas.

Aquele cordel feito de improviso
Um riso virou rima
Uma tigela se transformou em festa.

Sabe que eu sonhei ser Drummond
Mas acordei André
Aprendiz de poeta
Poetando saltitante feito saci
Querendo fazer arte com as palavras.


Compulsividade

Deusa Orquídea
4ª Edição - Piauí

Na compulsividade de te amar.
Quase esqueci o dia ensolarado
E a vida seguindo no perpassar.
Só fulgurava adiante meu amado.
Na intensidade de me expressar.
Grafitei "te amo" sob céu estrelado
gritei seu nome sob luz do luar.
Esculpi seu rosto no aço cromado
Na complexidade da minha alma.
Fui agregando ao tempo toda calma.
De querer estar sempre a seu lado.
Pois, no seu leito dormia outra amada.
Deixando-me sôfrega e desolada.
mas, despojou-me como seu legado.