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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

SEDUÇÃO


Deusa Orquídea
2 Edição - Piauí


Já falei baixinho junto a teu ouvido.
Com palavras nuas e desinibidas
o quanto és muito querido.
O quão nossas almas estão unidas.

Já falei de coração pra coração
Enquanto,  minhas vestes ias despindo
Ávida sobre o leito da sedução.
Te falei o quanto foste bem-vindo.

Te amei entre palavras suspiradas
Com desejos de servil amante.
Tuas mãos às minhas entrelaçadas
E o pudor de fato bem distante.

E, te amei sob a luz do candeeiro
Bebendo teus beijos ao sabor do vinho
E se fosse da vida o dia derradeiro
Eu, teria feito pouso no teu ninho...


UM QUARTETO DA PESADA COMENDO PASTEL NA FEIRA

Josefina Ferreira
2 Edição - Piauí

Quando é tempo de eleição
Vale tudo, minha gente!
Seja pra Governador
Deputado ou presidente,
Apresenta-se amistoso
Como sujeito decente.

Foi isso que aconteceu
Como quarteto de tucanos
Que chegou na feira livre,
Buscar voto era seus planos.
Visita que eles fazem
Só de quatro em quatro anos.

Cumprimentam todo mundo
Com cara de amistoso
Compra um pastel e come
Fingindo que tá gostoso;
Para agradar o eleitor
Diz que tá é saboroso!!

Aécio chega pomposo
Com adesivo no peito
Quarenta e cinco é o número
Pelo qual concorre o pleito;
Pediu um pastel de queijo
Fincou os dentes com jeito.

Para comer pastel de feira
O Aécio se prepara:
Faz um cara tão feia
Que que cria pregas na cara;
Mesmo com nojo o tucano
Aquele pastel  encara.

Alkimin põe o pastel na boca
Fingindo que tá comendo
Faz uma cara de tolo
Parece que está morrendo,
 Se pudesse com certeza
 Sairia dali correndo.

Assim também fez o Dória
Segura o pastel na mão
Dá uma dentada e segura
Faz cara de Mandrião
Se pudesse ele jogava
Aquele pastel no chão.

Agradar o eleitor
Era ali o seu papel,
Com olho de peixe morto
O Serra lambe o pastel;
E pela cara que faz
Parece que lambe é fel.

Para encarar o
 José Serra faz munganga
Talvez descesse melhor
Com suquinho de pitanga.
Ver Serra lamber pastel
É ver cão chupando manga.

Depois que saem dali
Andando pelas vielas
Abraçam jovens e velhos
Beijam criança magrela.
Só de quatro em quatro anos
Comem pastel na favela.

Um virou Governador,
Depois ladrão de merenda;
O outro virou Prefeito
E quer que o povo entenda:
Resolveu criar ração
Pra pobre de baixa renda.

Serra e Aécio se elegeram.
Votação fenomenal!
Comemoram co' os amigos
Lá no planalto central.
Depois vão fazer besteira
No Senado Federal.


segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

A ROUPAGEM DA VIDA

Deusa Orquídea
12a Edição - Piauí

As horas assim majestosas
voam no tempo sem penúria
sem destino a esmo caducando
a minha existência.
Há outras memórias, outro corpo
mais sereno.
Outra consciência mais sutil.
Dias que correm e desejos que
sobram.
Que tal tomar um chá ?
Pois os pássaros gorjeiam,
As lembranças sobejam
Os amores e as dores.
E já se foi outro inverno e
logo virão as flores.
Somo meus anos e já foram tantos.
Mas, respira a alma inocente
Que  ainda sonha.
Tão pura!
Já desperta do delírio juvenil.
Agora repousando na mente.
Entendo-me bem com o silêncio,
Escuto o coração e deixo emergir,
somente a voz do coração
Não há penumbra, gritos ou qualquer
diretriz.
Estou nua sob a roupagem da vida.
Sobre a mesa as taças e o vinho,
sobre o leito uma fênix enlouquecida
Sei que o passado não me sustenta
E o futuro a Deus pertence.


quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Miseravelmente significante


Deusa Orquídea.
9ª Edição - Piauí

Mísera existência que pouco dura.
Miseravelmente significante
No entanto, a má fortuna perdura
Sólida, vil, perversa e triunfante.

Onde o amor não ousou aventura
Na cumplicidade da vil amante
Tão pouco na sagacidade obscura
Do imenso espaço orbitante.

Fulgura sobre o leito o fel da morte
Porém, foi lançada à minha sorte
Numa diversidade da virtude.

Pois, o tempo usurpou a juventude
Dissipou ventos da inquietude
Mas, não tive no amor nenhum suporte.

PERDÃO, MINHA MÃE!


 (POESIA DO DIA)

FMoura Filho      
9ª Edição - Piauí

Perdão, minha mãe!
desde a concepção,
esperava um filho são.
Fui um filho pródigo,
revoltado e infeliz.
Perdão, minha mãe!
por todo mal que te fiz.
Perdão, minha mãe!
por seu amor e meu dasamor.
Perdão, minha mãe!
pelas batalhas perdidas,
atirei sempre a esmo.
Fiz tudo mal feito,
fui um cara imperfeito.
Não soube te amar,
sei que deixei a desejar.
Agora no seu leito de morte,
espero a sorte, de um dia te encontrar,
para me redimir, me recuperar.
Perdão, minha mãe!

INFIÉIS AMIGOS...


  (Advogado do diabo)

D`Gáudio Procópio  
9ª Edição - Piauí

Um amigo que se dizia amigo
Apunhalou-me traiçoeiramente.
Na calada das palavras, cujas palavras
Acreditava eu, seriam legítimas e fiéis
Veio ele com sua áspide afiada e voraz
Dizimando ainda mais minha crença
Nas pessoas: homens que se dizem...

Ah! Infinita crueldade e falsidade letal!
Homens e déspotas inconcebíveis
Constituídos de fragmentos torpes,
Podres e infrutíferos para o bem.

Não se pode confiar nem podemos
Acreditar nas fábulas das palavras:
Palavras inconfiáveis e variáveis da fé
Que põe em xeque a fé dos seres mortais.

Um amigo que se dizia amigo
E que amigo! Promíscuo e dúbio.
Por tantas e todas difíceis horas
Que vagamente se portava íntimo.

Infiel amigo, que se dizia amigo!
Em quantas e quantas badaladas
Afetarás meu coração já fragilizado?
Decerto que não terás dor nem pesar.

Arranca-me o coração e também
A fé que detinha eu nos homens
Amigo infiel! Infiel amigo!
Sangra-me traiçoeiramente.

sábado, 29 de julho de 2017

PRIMEIRA VEZ


Rff
8ª Edição - Piauí

Naquela alcova
De cetim, nós...
Nos entregamos
Em um doce amor
Eu te olhava com amor
E tu dançavas pra mim...
Era nossa noite nupcial
Teu corpo de curvas
Sensuais e original!
Despertando minha
Virgem lascívia...
Foi como um sonho
Aos poucos a timidez
Foi indo embora...
Meu sangue fervia de
Desejos! E aos carinhos
Cedemos sedentos aos
Doces beijos... Mãos
Percorriam nossos corpos
Carinhos suaves tal pétalas
Buscavam nossas zonas
Erógenas e aos poucos
Esperávamos o acontecer
Finalmente iríamos ao
Auge dos desejos retidos
Agora éramos finalmente
Um casal feliz para nos
Doarmos um ao outro
E assim fizemos o amor
Suave e impertinente
Te possuí e me possuístes
Integralmente! Hoje temos
Nossos rebentos e ainda te
Desejo ardentemente!
Envelhecidos
És minha esposa
E eu teu marido!



DESCOBERTAS


Luiza Cantanhêde
8ª Edição - Piauí

Há sempre uma farmácia aberta
Um antídoto para o suicídio
Um Boticário vendendo
Armas
- Que digo eu, meu Senhor?
Que roubo sapatos
E ando descalço.

FÊMEA

Deusa Orquídea.
8ª Edição - Piauí


Já transitei por amores impossíveis.
Também vivenciei loucas paixões.
Porém, digo após nítidas reflexões.
Só valem apenas amores acessíveis.

Amores e lucidez por vias visíveis.
Jamais me perderei em deflexões.
Pois delibero minhas conexões.
Desejo paixões imprescindíveis.

Loba uivante no cair da noite.
Esta outra margem de mim sob luar.
São gestos, sonhos, fêmea no desvario.

Seguindo no tempo livre no afoite.
Assim, adornada pelo verbo amar.
Pois, logo a morte virá com poderio.


terça-feira, 4 de julho de 2017

NO CUME DO DESEJO

Deusa Orquídea
7ª Edição - Piauí


No calor do teu corpo me deleito
Sôfrega neste ardente ensejo
Meu corpo se enrosca no teu jeito
com voz rouca suplicando teu beijo.

Na fusão com teu corpo no meu leito
Em teu reflexo lasciva me vejo
E no relevo do teu sexo me ajeito
Cavalgando no cume do desejo.

Te vejo no desejo consumido.
A carne adentra e rasga gemido.
No semblante a alma vagueia  nua.

Na profundeza da gruta escura.
Teu corpo esmorece na aventura.
Com minha alma aconchegada na tua.

Deusa Orquídea





PAIXÃO INFAME

Sandra Sucupira
7ª Edição - Piauí


Paixão, tu és infame
Cordel de 7 laços
Que narra em mil pedaços
sua vida, intranquilos passos
a alma de um infante
Paixão, cruel é teu encanto
rodeado de flores, palavras bonitas, falsos amores.
Que vaga como inimigo numa noite sombria
Buscando a quem tragar num trágico corpo de uma alma fria
Paixão, és um fim e não um começo
És uma pedra , és um tropeço
És o trágico e não a beleza
No corpo, da paixão insaciável
és o cansaço
O esmago
A morte em um encalço
Um vulto seco com perfume de sedução
Que venda os olhos esmagando o coração
És o fim de quem tanto te espera
De quem sonha com quimeras
Esquecendo a razão
Basta!
Odeio-te, com intenso horror!!
Com a atenção que me alerta o desespero, o pavor
Basta!
Troco-te, paixão desmedida, infame, cruel, falida, pelo meu verdadeiro amor

NÃO POSSO MAIS VIVER SEM MIM

Luciana Azevedo
7ª Edição - Piauí


O nosso mundo mais completo...
Somos nós!
Nosso amor mais inteiro...
O de nós por nós mesmos!
Nosso melhor amigo...
Nosso "eu"!
A mulher mais bela...
Está no teu espelho!
Tu saceias tua própria fome e sede...
Tu te vestes e te acompanhas!
Tu és o teu melhor modelo. ..
Os outros do mundo são "partilha" de nós!
São "caridade" do nosso amor!
São "realização" do amor de alguém...

SIMPLESMENTE PASSOU

Nollêto.
7ª Edição - Piauí


...Enquanto isso, o cão
Repousa, no sofá da sala,
Pensativo, quase não fala.
Um tipo meio bonachão.

Vejo não só o cão. Vejo o gato,
E tem o jarro, na sacada.
São tudo alguns poucos da amada,
Que olha encravada do retrato.

Depois, ladra o cão à lua,
O gato despedaça o jarro,
O amante se desfaz na rua.

A amada que se fez demais
Foi nas espirais do cigarro,
É fumaça, não volta mais.

terça-feira, 30 de maio de 2017

MUSA DO SOL


D'Gáudio Procópio                      
6ª Edição - Piauí


Se ao meu alcance estivesse,
E fosse meu o poder,
Daria  a cada uma
Um par de olhos azuis;
Vestiria-as com vestes brancas (longa):
Branco, lilás ou azul turquesa.
A tez branda!  Nem muito
Nem menos, um meio termo.
Morena suave!
Um ligeiro decote
Não muito avançado.
Cabelos castanhos, longos...
Ligeiramente ondulados
Em cascata a cobrir o busto.
Adorná-las-ia, com flores
Sobre a fronte direita
Presas aos cabelos.
Algumas menores
Por sobre os cabelos.
Deixaria que seus cabelos crescessem,
Decaíssem sobre os ombros
Até aos quadris.
Adornaria meu jardim.
Ao nascer do sol
Aos primeiros raios.
Os cabelos, um pouco esvoaçantes.
Ao sabor do vento
A brisa suave,
A doce aragem da manhã.
Os raios do sol a banhar
Os fios dourados ou castanhos
Dos cabelos...
A suavizar e a bailar.
Olhos azuis, olhos verdes.
Que o brilho dos seus olhos
Confundisse
Com o brilho do sol
A ofuscar os homens.
Dentes em marfim;
Lábios vermelhos, lábios puros...
Ao natural!
Uma beleza pura.
Sem mácula, sem maquiagem
O beija-flor e o pinta-silva
As invejariam
Sem a corrupção externa
Que estraga a beleza
Da mulher brasileira.
Essência feminina, esta
Simplesmente, mulher!
O elo perdido, musa mulher.
E me poria a contemplar
A ofuscante beleza
Da mais excelente criatura terrestre
Já concebida nesta galáxia
Se ao meu alcance estivesse...
E fosse meu o poder,
Daria a  cada uma...
Dois olhos azuis







PERDÃO, MINHA MÃE!


FMoura Filho
6ª Edição - Piauí

Perdão, minha mãe!
desde a concepção,
esperava um filho são.
Fui um filho pródigo,
revoltado e infeliz.
Perdão, minha mãe!
por todo mal que te fiz.
Perdão, minha mãe!
por seu amor e meu dasamor.
Perdão, minha mãe!
pelas batalhas perdidas,
atirei sempre a esmo.
Fiz tudo mal feito,
fui um cara imperfeito.
Não soube te amar,
sei que deixei a desejar.
Agora no seu leito de morte,
espero a sorte, de um dia te encontrar,
para me redimir, me recuperar.
Perdão, minha mãe!

Trapaça do coração


Deusa Orquídea
6ª Edição - Piauí


Esqueça que um dia te confessei
querer despir o teu corpo inteiro.
sentir na minha pele o teu cheiro
E gritar o amor que silenciei...
Uma trapaça do coração bem sei.
Que do amor é fiel hospedeiro
Porém, meu amor tu foste o primeiro
E foi por você que me apaixonei.
E quando soltei as rédeas vitais
desse meu coração bandoleiro
ouvindo a alma murmurar meus ais.
Levando a insônia por onde beiro.
mergulhada em sentenças mortais.
Canta a vez do meu amor derradeiro.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Na minha alma


Deusa Orquídea.
5ª Edição - Piauí


Na minha alma
não há rimas.
Há versos diversos,
palavras soltas,
que sorrateiramente,
declamam a vida minha
e quando de exaustão
o corpo pondera,
a alma me fala.
E me fala de tal forma
como se me acalentasse
no colo,
discursa silenciosamente,
sobre minha fome de tempo.
Me diz que tempo existe.
Mas não me pertence.
E tão certa me conduz,
pelas margens do solo
que ainda me sobra,
ligeiramente esboça
um sorriso.
Talvez por coerência,
pois no bafejo desse tempo,
minha alma não é rimas,
é por inteira o sentimento,
que transcende à existência.
e sussurra que tempo existe.
Mas não é permanece


Esplêndida era a manhã


João Carvalho Fontes
5ª Edição - Piauí

quando seus olhos sorriram para os meus
e num sorriso
num abraço
num beijo
o amor aconteceu

Só por causa do Renato


FMoura Filho
5ª Edição - Piauí


Para Renato Russo, in memoriam
Não me lembro bem da data.
Foi em meados dos anos 90,
No Karaokê, que a conquistei.
Só a conquistei porque cantei
Uma bela canção do Renato.
E ela achou o maior “barato”.

ENTRE O CÉU E O INFERNO


D`Gáudio Procópio
5ª Edição - Piauí


Amar o céu
E odiar o inferno.
Eu me divido e me componho
Me desfaço e me transponho.
Aos versos e reversos, imponho:
Meu tema minha vida: suponho!
Dividido entre o céu e este inferno
Entre o amor e a paixão, risonhos!
Pelo fel ao mel! Matéria, eterno!
Seguindo vaga sina, frio e tristonho.
Entre o céu e o inferno, dor e razão!
Amor e paixão, ternura e devassidão:
Razão pela qual uma total sofreguidão
Em oprimida emoção tal vã desilusão.
Amar a alma ou a matéria, uma ilusão.
Dar vazão ao carnal ou meu espiritual
Servir ao bem ou ao mal, em tal ritual.
Um deus ou um demônio: uma erupção!
Entre o céu e o inferno!
Vender o corpo e penhorar:
Essa declamante alma
Que deprava o frágil ser!
Em baixo
o
inferno!
da dor!