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sexta-feira, 16 de março de 2018
ORAÇÃO DO POETA
Tony Marquez
3ª Edição - Minas Gerais
Caminho por uma estrada
Que me fascina intensamente
Consciente que um dia
Vou chegar ao seu final
Dispenso pompas ou lágrimas
Quero apenas
Que minha partida
Seja tão silenciosa
Quanto foi minha chegada
Que as cinzas de meus ossos
Sirvam para adubar a árvore
Que dará frutos e sombra
Aos pássaros e aos andarilhos
E que Deus
Em sua infinita misericórdia
Acolha junto a ti
Minha alma tão frágil e tão pecaminosa!
ACREDITE
Adilson Tinoco Rezende
3ª Edição - Minas Gerais
Quando triste estiveres,
Reflita bem o real motivo.
Se chorar, preciso for,
Chore... Chore muito.
Mais tarde o sorriso, há de vir.
Se a danada da tristeza, persistir...
Clame a Deus, acredite...
Ele o ajudará...
... estrada prosseguir.
VENTO
Haender Rosa
3ª Edição - Minas Gerais
Como confiar no vento?
Se ele sopra pra todos os lados.
Porém, por outro lado,
Foi o vento que trouxe o meu pólen aos pés do carvalho.
Vento forte!
A brisa bate no meu rosto.
Ciclone, tornado, furacão
Twister, redemoinho e tufão.
A ventania causa vários efeitos.
Devido à força da pressão,
Tudo voa pelos ares.
E quebra em mil pedaços,
Quando cai ao chão.
Assim também os sentimentos
Formados por uma forte coluna de ar em rotação.
BUSCAS
Marivalda Paticcié
3ª Edição - Minas Gerais
Fico em busca de um abraço forte, de uma palavra sincera, de um olhar profundo capaz de discernir o que e como me sinto.
Um coração amável que possa me abrigar no dia triste e da noite fria, uma mão que segure a minha e não me deixe à beira do caminho.
Alguém que ao me contemplar lembre-se de mim também, como se fôssemos dois em uma só pessoa, assim, não ficaria mais sozinha, pois sei que tu estás em mim e eu em ti.
POESIA
Lin Quintino
3ª Edição - Minas Gerais
Poesia teu nome é mulher
que envolve e conquista
é um veneno que destilado
vai entranhando nos poros
É uma dose atrevida
que alimenta a alma
que seduz e embriaga
amante das madrugadas
É um ardor comendo o peito
um caminhar sobre a pele
uma fonte inesgotável de prazer
mas não mata a sede
É uma insônia que perdura
que rola pela cama ao nosso lado
pela madrugada arde nos olhos
até que rompe as entranhas e ganha liberdade.
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018
INSPIRAÇÃO
Haender Rosa
1ª Edição - Minas Gerais
Há quem tenha;
Saudades de um beija flor.
Há quem seja;
Competindo com os insetos,
O néctar da flor.
Também conhecido como colibri;
Chupa-mel, chupa-flor.
Binga, guainumbi,
Cutelo, mainoi e pica flor.
Com seu bico alongado,
Chega e paira no ar.
Beija com precisão e suavidade
Diz que quer amar.
Com sua língua bifurcada,
Feliz da flor
Enfeitiçada
Por sua pegada
Com sua plumagem,
Irisdecente,
Ele hipnotiza,
Encanta e fascina
Muita gente!
Surge como se fosse um raio,
Mas repentinamente,
Se desloca para outra flor.
Veloz e imperceptível,
ETA! Pássaro namorador!
DOCE ALIMENTO
Adilson Tinoco Rezende
1ª Edição - Minas Gerais
Assusto-me, com o teu silêncio.
Pairo no tempo
Absorto...
Levito ao vento.
Confuso, perdido
Verdadeiro, é esse tormento.
Assusto-me, com o teu silêncio.
Minh’alma confusa, reclusa.
Chora a dor, do sofrimento.
Assusto-me, com o teu silêncio.
Mas você, não sai...
... Do meu pensamento.
Amei-te no passado.
Amo-te no presente.
Desejo, ainda que no futuro...
... Seja você, meu doce alimento.
MEU VÍCIO
Lin Quintino
1ª Edição - Minas Gerais
O teu sabor embriaga-me explode em minha boca...
Sou desejo pulsando hálito quente queimando tuas mãos...
Sem pudor nos entregamos feito roupa que se rasga
mantenha-me, assim, dentro de ti...
Este é meu vício...
A NATUREZA DO AMOR
Marivalda Paticcié
1ª Edição - Minas Gerais
Sempre muito observadora, contemplava o ir e vir das pessoas...
Uma constante movimentação permanecia, independente das estações do ano e todos mencionavam, comemoravam o amor.
Nos finais de semana, nas belas tardes e noites, lá estavam os casais apaixonados a enfeitar as ruas da cidade com doces confidências, profundos abraços e suspiros; a descrever a felicidade e o imenso prazer daquele instante. Apenas observar e ouvir sobre o amor, para a minha eficaz compreensão tornou-se superficial.
Então, resolvi a percorrer pelos meios urbanos, pelos campos, pelo céu e até pelos mares para encontrá-lo, senti-lo e vivenciá-lo como aqueles casais que agora deixei para trás. Os meus olhos converteram-se em mananciais sedentos a espera da chuva, e o meu coração terno e servil, outrora selvagem...
Pois afinal, nunca amei!
Entre as cidades encontrei olhares, que observaram os meus sendo capazes de me compreenderem como um poema escrito pelo seu autor. Desde então um cavalheiro apresentou-se, caminhamos pelas avenidas a irradiar felicidade.
Mesmo que as luminárias, em alguns momentos nos deixe a meia luz, o sentimento cintila sendo impossível ocultar a magia que agora faz morada em nós. Nos campos a vegetação ainda úmida com o orvalho da bela noite que se foi é tocada, pelos primeiros raios de sol da manhã anunciada.
E assim, espalha perfume do gramado verdejante.
Aqueles campos envolviam os meus sentimentos, espontaneamente com a sua essência aromática fazendo-me cantar e encantar a vida. Tornei-me leve como aquelas folhagens, que ao soprar da brisa viaja, paira no céu a colher a colher as lágrimas das nuvens e caem semelhantes os rios, que se entregam as águas do mar.
Assim ocorre, quando repouso nos braços daquele que me ama...
Junção, mescla de sentimentos que emana de “cascatas” distintas, para regar o coração quando nos encontramos no mais alto cume, desse deslumbramento inexplicável.
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
ENTÃO É NATAL
Haender Rosa
12ª Edição - Minas Gerais
As luzes da cidade acesas,
Anunciam que é tempo de amar.
Mesas fartas,
Abraços a encontrar.
Árvores, enfeites por toda parte,
Propagandas e sinos a tocar.
Aurora, presentes, ceias e fogos,
O capitalismo está no ar.
Tempo de reflexão?
Ou de presentear?
Dádiva ou sedução?
Se esquecem de orar.
Lojas cheias, papéis ao chão,
Em meio à crise, mais dinheiro para gastar.
Tudo numa noite e um dia.
Não se para pra pensar.
Gula, bebidas, uma verdadeira festa!
O hedonismo a celebrar!
Ruptura de valores!
Os dogmas a despencar!
Então é Natal!
Mais um ano se passou,
Então é Natal!
E o que você fez?
Então é Natal!
A razão maior se desfez!
Então é Natal!
É mais um dia,
Mas há anos atrás,
Jesus nascia!
SABOR DE MEL
Adilson Tinoco
12ª Edição - Minas Gerais
Alimentei-me, de boas palavras.
Mastiguei, ingeri, pouco a pouco digeri.
Engasguei-me, com algumas, tossi, tossi...
Regurgitei palavras e frases...
... Versos prontos, expeli.
Numa folha de papel...
... Surgiu esse poema.
Azul anil, sabor de mel.
Que para as musas, escrevi.
Recito-o, a Mafalda(s),
Jussara(s), Kátia(s), Rose(s)
Maria(s) e Madalenas.
Perola(s), Lin(s), Valéria(s).
Rosemira(s), Wandas(s), e Helenas.
Margaridas, Marlene(s),
E Também a Filomena(s)...
Esse humilde poeta, assim argumenta.
Não se entristeçam, musas outras.
Por seus nomes, não estarem na escrita.
Guardo-as, na memória.
E também no coração.
MEU CORPO EM TUAS MÃOS
Lin Quintino
12ª Edição - Minas Gerais
Enquanto durmo,
repouso
meu corpo em tuas mãos.
Inclina devagar
e sorve dos meus lábios
o contorno do beijo
que deseja.
Gosta deste gosto
salgado e doce
que bebe na intimidade
do meu sono.
Na madrugada
mato-te a fome
nas palavras não ditas que engole
na minha língua complexa e sem nexo.
BUSCA
Marivalda Paticcié
12ª Edição - Minas Gerais
Vivo em busca de um abraço forte, de uma palavra sincera, de um olhar profundo capaz de discernir o que e como me sinto.
Um coração amável que possa me abrigar no dia triste e da noite fria, uma mão que segure a minha e não me deixe à beira do caminho.
Alguém que ao se contemplar lembre-se de mim também, como se fossemos dois em uma só pessoa, assim, não ficaria mais sozinha, pois sei que tu estás em mim e eu em ti.
sábado, 11 de novembro de 2017
FRUSTRAÇÃO
Marivalda Paticcié
11ª Edição - Minas Gerais
No momento ando por um caminho cheio de obstáculos, onde as estrelas surgem entre as nuvens no céu de uma noite triste e deserta.
Na minha jornada me veem doces e repentinas lembranças que fazem o meu coração feliz por alguns instantes, mas quando se vão, a verdade é nítida e inevitável, pois sei que tu és apenas o sonho distante, o desejo do mais profundo da alma que não se realiza por que faz parte do caminho de outrem, com outros personagens, outros sonhos, outra realidade, a qual eu apenas sou sombra.
APENAS UM MINUTO
Adilson Tinoco Rezende
11ª Edição - Minas Gerais
Minha inspiração bateu asas.
... E longo voo, alçou!
No cume d’uma grande montanha...
... Fez morada, aninhou.
Recluso em mim, enfermo N’alma
Poesia, não mais publicou.
Porém...!
Mesmo em dores, sem cores...
... Escasso de amores.
Ofegante suspira...
... Num descompasso, respira...
Ainda respira...!
Desejando ardentemente, teu calor.
Suplicando um minuto
Apenas um minuto, de amor.
SILÊNCIO
Lin Quintino
11ª Edição - Minas Gerais
É do silêncio
que se faz
esta manhã
que nasce a ausência
e este vazio que se alastra
envolve e preenche todos os vãos...
É do silêncio
que tiram meus olhos
esta doce sensação
de estar envolvida
por este sentimento
que me acaricia o peito
esta doce sensação...De você existir em mim...
EXCESSO DE LIRISMO
Haender Rosa
11ª Edição - Minas Gerais
Vou te amar em prosa e verso,
Te descrever em cada linha,
te beijar pelas estrofes,
Desejar teu corpo em cada rima.
Te esculpir com as letras,
Te despir com leveza,
Te levar aos céus através de um soneto,
Lhe aconchegar no meu peito.
Sentir as palavras
E te sentir.
Lhe virar pelo avesso.
No seu colo dormir.
Te acariciar com as associações e harmonia,
Beijar, sonhar, amar;
Fazer de ti a minha poesia.
CAPITÃO NEMO
Tony Marques
11ª Edição - Minas Gerais
Segredos não sobrevivem
Em terra firme
Eles habitam silenciosos
As profundezas dos oceanos
Após circular o mundo em luta
Contra o império invasor
O submersível Nautilus
Repousa entre algas e corais
De um golfo em calmaria
E peixes coloridos
Penetram o crânio
Do velho comandante
Buscando abrigo
Em uma lenda distante!
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
EPITÁFIO
HaenderRosa
10ª Edição - Minas Gerais
A qui jaz um sorriso
Na lápide a história de um amor
A alma enterrada viva
Depois de sonhos adoecidos
Vida que se esquiva.
Os amigos velam...
O resultado de um grave assalto
Onde levaram tudo
O respeito, a alegria e a dignidade
A mão armada
Vejo um coração estraçalhado no chão
O gosto de sangue já amarga o beijo.
A confiança cai após vários tiros
Aos poucos a alegria dá seu último suspiro
A cumplicidade não mais respira
A ingratidão e a insensatez atiram... Atiram...
Assim, desejos e sonhos são arrancados e jogados fora.
Ficaram as roupas sujas de sangue
Cicatrizes por todo o corpo
Das lembranças violadas e esfaqueadas.
Estranho que não levaram nada de valor
Somente os valores e sentimentos.
Por fim, o cadáver não pode ser identificado
Pois, arrancaram, também, o coração.
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