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sábado, 24 de fevereiro de 2018

AMIZADE


Marcelo de Oliveira Souza
2ª Edição - Bahia

A amizade é como o dia
Ao raiar do sol
É o encontro, o conhecimento.
Tem suas chuvas e trovões
com relâmpagos
Que sempre ajudam
no entendimento
e reconciliação,
Para o sol voltar a brilhar forte
Reinando, lindo solidificando
Fortalecendo
Terminando em um poente lindo
E o contentamento
de ter uma amizade de verdade
É pote de ouro
Para toda eternidade.

Feliz dia da Amizade!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

CADÊ IONE?


Marcelo de Oliveira Souza
1ª Edição - Bahia

Hoje em dia é muito difícil educar uma criança, visto que a nossa sociedade se transformou e a fronteira entre o tradicional e o démodé virou a mesma face da moeda, cujo lado contrário virou a permissividade.
Outro detalhe muito importante é quando o casal se separa, a criança entra em parafuso, muitas vezes não é por causa da separação, mas porque os pais que entraram em paranóia primeiro.
Foi assim mesmo, o caso de Rosângela, uma morena que mora lá no são Caetano, ela tinha acabado de se casar com Rodrigão, um homem grosseiro que veio do sertão.
Não demorou muito, ele arranjou logo um jeito de engravidar a moça, para ver se coloca as rédeas, segundo o infeliz.
Depois de nove meses já se viu o resultado, um grito estrondoso, com o pulmão a toda força, estreou Ione, uma moreninha sapeca.
O tempo foi passando e o nosso amigo aprontando, para cima da sofredora esposa, deu para tomar umas cervejas depois do trabalho de vigia na Ceasa, que só voltava lá pra a madrugada.
A mulher que trabalhava à noite num supermercado, não tinha tempo nem de se coçar, você sabe como é caixa de um lugar desses...
O melhor jeito que ela arranjou foi tratar logo de batizar essa garota, entregando esse “presente” para a sua irmã Rita e seu esposo Osvaldo.
Assim a moça foi mais despreocupada para o trabalho, cumprir a sua sentença no caixa de supermercado, e o esposo que não trabalhava mais por causa do alcoolismo ficava o dia inteiro no bar e à noite se jogava na cama para dormir.
Lá pelas onze horas quando a sofredora chegava, ainda o homem procurava confusão, com ciúmes, dizendo que a moça estava se vendendo na rua, futucava a bolsa da coitada perguntando sobre o dinheiro.
Sei que o casamento ruiu diante de tanto desencontro e humilhação, nesse quadro, Ione já estava” maiorzinha”, com onze anos de idade.
A salvação dela era que a menina estava em ótimas mãos, mas o que é bom dura pouco, a menina conseguiu passar no “ventibulinho” do colégio da Polícia Militar, público e conceituado, mas é longe de casa.
Poe isso, ia de van para a instituição e quando voltava ficava na casa da avó que morava na mesma rua e nos finais de semana ela ia para a residência dos padrinhos, de lá, passeavam para tudo quanto é lugar, era uma festa.
Lá no colégio a garota vez muitas amizades, só que as coleguinhas eram bem avançadinhas, já se pintavam, se achando mocinhas, ia para o shopping aos sábados, formado uma daquelas tradicionais tribos que a gente vê tanto nesses lugares de Salvador.
A transformação era a olhos vistos, quem percebia mais era a madrinha, até o cabelo a garota queria modificar, não aceitava mais trancinhas, queria se vestir como adolescente ou até adulta.
A insatisfação era total, a mãe preocupada com a transformação da guria, enchia-a de presentes, se “embolava” no cartão de crédito e comprava tudo, deu até o famigerado computador+internet que nessa soma resulta no Facebronca!
A menina fez um perfil com outro nome e ficava paquerando todo mundo que achava bonitinho, eram longas horas sentada na “segurança” do seu minúsculo quartinho.
A mãe satisfeita que a menina parou em casa, a madrinha mais descansada, porque a criança diminuiu as suas idas na sua residência, mas a avó ficava desconfiada com tanta risadinha advinda do quartinho do barraco.
No aniversário de doze anos da garota, ela ganhou um celular, um grande aliado da perdição juvenil, claro que a menina adorou.
A nossa amiga “caixa” toda satisfeita ainda vociferou para a mãe:
- Agora parece que as coisas estão indo para o lugar! Eu já estou namorando a minha filha se comportando e tudo se endireitando...
O namorado chamava-se Hélio, mora ali mesmo na viela dela, viu os atributos da mulher e resolveu conferir o “caixa”.
Não é que algum tempo depois ele já estava indo dormir lá no “moquifo” da nossa amiga?
O pior que o beberrão do ex-marido, o ex-vigia não gostou e foi lá tirar satisfação, o caldo engrossou, o pau comeu no barraco, se engalfinharam, saíram rolando a ribanceira, foram parar lá embaixo perto da pista, só não terminaram na rua porque tinha uma cerca de arame farpado que segurou os dois num grande abraço de urso.
Depois do incidente, Rosângela conversou com o seu ex-marido e ameaçou levá-lo à delegacia.
O homem sumiu, agora quem “mandava” era Hélio, que não dormiu no ponto, tratou logo de engravidar a sofredora.
A bagaceira estava perfeita, uma adolescente problemática, a mãe com a corda no pescoço, cheia de dívidas e de preocupações, o tal do homem com nome de gás nobre, não tinha nenhuma nobreza, pelo contrário, fazia bico como motorista lá na Cesta do Povo.
Ione não estava mais se concentrando na escola, só queria saber de encontrar os amigos do Facebronca e para piorar a madrinha engravidou e não tinha mais tempo de ficar saindo com a menina, que se queixava à mãe de não poder sair mais, não passeava, não ia para canto nenhum, era só no celular e na internet.
A avó dizia aquela célere frase:
- O que tanto essa menina faz no computador?
Mas não havia nenhuma resposta.
As notas delas ruíram, a menina saiu do Colégio Militar, foi para uma escolinha particular de bairro, ia estudar, mas não entrava na instituição, ela saía para namorar os amigos da net.
A mãe chegava tarde, a avó se queixava do comportamento da neta, o “namorado” queria atenção, a filha se trancava no quarto batendo a porta com a maior força, não abria a porta nem por um decreto e amanhecia...
A triste rotina seguia, Ione deu até para sair escondido, no meio da noite, ninguém sabe pra onde.
Certo dia, quando a nossa sofredora personagem chegou, ela viu o quarto da menina aberto e achando estranho perguntou:
- Cadê Ione?
O namorado dela não sabia responder, dizia que podia estar na casa da avó.
Imediatamente a coitada arrastou seu corpo até a casa da mãe e foi lá perguntar pela filha.
Só que a casa esta trancada e a idosa que não ouvia muito bem já estava no terceiro sonho.
A mulher começou a gritar pela filha, acordou a rua todinha, depois de muito escândalo a vovó Zilda acordou.
E a filha em prantos perguntou:
- Cadê Ione, mãe?
A avó da menina responde:
- Ué, está dormindo na sua casa!
Foi aí que a confusão aumentou, todo mundo assustado pela ausência da menina resolveu sair em meio à madrugada, naquele lugar perigoso.
Hélio pegou seu Chevette e saiu para os lugares mais distantes, Rosângela mesmo grávida, juntou-se com uns vizinhos e foi procurar a menina em cada beco da favela.
A irmã grávida foi para a delegacia dar uma queixa, o padrinho foi ao hospital.
Ninguém conseguiu localizar Ione, apesar da polícia também procurar, a menina parece que sumiu no ar, e a pergunta fica sempre no juízo da sua genitora, que foi promovida de caixa a coordenadora:
- Cadê Ione?

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

SONHO DE NATAL

Marcelo Oliveira
12a Edição  - Bahia

Muito cansado
Com o corpo esmaecido
Voltei do centro animado
Com as compras do Natal.

Recolhi-me para dormir
E tive um sonho encantado
Onde cada presente comprado
Ia diminuindo até sumir.

Ao passo que o presente
Ficava ausente
Um necessitado
Deixava de sofrer, ficando contente!

Jesus Cristo abençoou
Todos que estavam em angústia
E o solitário ficou solidário,
Esquecendo dos seus problemas.

O doente voltou ao normal
E o violento comemorou sem igual
Num sonho de Natal
Onde nada é impossível,
Nada é normal...

Só basta a gente sonhar
E realizar, mexendo com as emoções,
Pois o sonho de amar
Está incrustado em nossos corações.


quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Máquina poderosa


Djalma Amorim
12ª Edição - Bahia

Num país de primeiro mundo, houve uma revolução
Inventaram uma máquina, para pegar ladrão!
Nos estados unidos, um país absoluto
A máquina pegou dois mil ladrões, em apenas dois minutos!
Levaram a máquina para a china, um país de maior população
Em apenas um minuto, a máquina pegou, três mil ladrão!
Quando a máquina chegou, nesse país varonil
Em apenas três segundos, a máquina sumiu!
Vivo nesse país, mas fico preocupado
Num raio de cem metros, tem um ladrão de cada lado
Tem ladrão que antes, não tinha não
Os ladrões de saidinha(??????)
Tem aqueles que tramitam, pelo ministério
Aquele setor, pode crer, acredite!
Não vou completar a rima, todos já completaram
Com o mesmo palpite
Aquilo ali virou um bordel!

Flor do Sertão


Marcelo de Oliveira Souza
10ª Edição - Bahia


Eu irrigava meu triste jardim todo dia
Por mais que o solo favorecesse
Parecia uma triste mania
Brotava todo tipo de muda,
Mas nenhuma me dava alegria
de ser singela, bela e amorosa.

O meu coração ficava em prantos
Sentindo sempre a dor da decepção
da mágoa e agonia.

Só que teve um dia
que fui procurar alegria
Em outro lugar, no sertão
Onde não podia esperar,
Como num sopro divino
Encontrei a mais bela
Entre todas flores
A flor rara e única,
A flor do sertão
Que por ela fiquei apaixonado
E levei-a para o meu jardim,
Estando agora enraizado
para sempre em meu coração.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

RESQUÍCIOS DA SOLIDÃO


Maroel da Silva Bispo
11ª Edição - Bahia

A solidão é um vago olhar pelas frestas da alma.
A solidão é o resultado cabal da vontade de sumir no horizonte,
Desespero silencioso do espírito na imensa e encantadora vida.

Ir ou não ir?
Viver ou morrer?
Existir ou não existir?

O eu interior é absorvido pelo vácuo dessas tristes impressões.
Liberta-te! Foge logo desse labirinto opaco: a vida solitária!
O Sol brilha forte lá fora. Há tanto frio e chove aqui dentro.

Atônito, reverbera tua infinda dor. Densas gotas de desesperança...
Um abismo fatal que impede de ver o amanhã.
Toda essa paisagem cinza te fez chorar.
Pra quê olhar mais?
O pranto te circunda, convergindo o teu pensar.
 Ir ou não ir?
Viver ou desviver?
Existir ou não existir?

Reflexos indescritíveis da criatura dita humana.
Insolentes versos do taciturno cotidiano.
Será tudo isso mesmo realidade? Ou apenas inópia existencial?










quarta-feira, 13 de setembro de 2017

DESCONTROLE DO PLANETA


Djalma Amorim Ramos
9ª Edição - Bahia

Valha-me Deus, o que está acontecendo?
Estou querendo saber, por que a terra tá tremendo?
Parece uma luta, disputada no tatame
Além da terra tremer, de quebra vem o tsunami
Essa situação, não é nada engraçada
É uma ventania, é uma chuvarada!
Parece o fim do mundo, eu não sei de mais nada
Afinal, o que vai acontecer, só deus poderá responder
Com o aquecimento global, o culpado sou eu, o culpado é você
Que não respeita a natureza e nem no que poderá acontecer
Deus criou o mundo, construiu esse patrimônio
Mas, a negligência do homem, está destruindo, a camada de ozônio
Ficou no ar, uma grande ferida
Por conta disso, a terra ficou desprotegida!
Se pudesse falaria, com essa rapaziada
Vamos parar de fazer fumaça, vamos para com as queimadas!
Por isso a terra virou um inferno!
Ninguém sabe quando é verão, primavera ou inverno!
Com tanta chuva, todos estão vendo, não é?
Vou preparar a minha arca, vou fazer igual a Noé.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

RIMAS


Varenka de Fátima Araújo
9ª Edição - Bahia

Rimas rolando,
riscando rotas,
raríssimos roteiros,
reviravoltas rimadas.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Sofrimento sem Água


Marcelo Oliveira
9ª Edição - Bahia

Seca, secura
do mal, uma amargura
Corpos Esquálidos
Caídos, Fedidos.

O sertão perdido
Parecendo punido
Da dor, um prurido...
Desejado, belo,
Vira bicho fedido.

Na gosma, vem o alarido
Com o corpo repartido
Vem o alimento da ave carniceira
Onde de repente
O céu se fecha...
Cuja água aplaca o sofrimento
Por um momento...
Para depois tudo recomeçar.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

DOS NOMES DE ALGUNS BAIRROS DE SALVADOR


                           
Djalma Amorim Ramos
8ª Edição - Bahia

Quanto nome errado tem aqui nessa cidade!
Não gosto de mentira, só falo a verdade.
Vi um sujeito sendo preso, em plena LIBERDADE!

Tô lhe perguntando, quero que me responda agora
Tô querendo saber, onde é que você mora?
O tabaréu respondeu: "tá falando com eu"?
Achei um absurdo, quando ele me falou: “sou do PAU MIÚDO”!
Mirei de cima pra baixo, vi que o cabra era macho!
"Regalei" meus "zoião"! Você precisava ver, o baita "P" do negão!

Quando a gente sai, alguém diz: "como você passeia”!
Outro nome errado, esse tal de CAMINHO DE AREIA.
De areia lá não tem nada. O que tem, gasta do meu sapato, o salto!
Vejo lá é muita pedra, com cobertura de asfalto!

Que coisa mais errada, comentei até comigo
Esse nome é perigoso, pode acontecer um castigo!
Um dia passei por lá, fui logo me mandando.
No CAMPO DA PÓLVORA, vi muita gente fumando!
Todos deviam ter, a minha opinião
Deixar de passar por lá! Com tanta gente a fumar
 Pode haver uma grande explosão!

Esse nome eu vou contar, conto bem ligeiro
O que aconteceu, na BAIXA DO SAPATEIRO.
Pisei na casca de banana, levei um escorrego!
Quando bati no chão, quase me achato
O tombo foi tão grande, que largou a sola do meu sapato!
Andei daqui pra li, andei de lá pra cá
Procurando o sapateiro, pra meu sapato costurar.
Foi aquele bá,fá,fá, foi aquele zum, zum,  zum!
Se é BAIXA DO SAPATEIRO
Aqui não encontrei nenhum!

TESTEMUNHO DA DOR


Varenka de Fátima Araújo.
8ª Edição - Bahia

Talvez aquele rapaz
Um jovem que caminhava
Tentando um caminho na vida
Carregava pesos na cabeça
Subia, descia sisudo
Era uma martírio aquele viver
E, o mundo lhe deve
Não sabe o rapaz pobre
O rapaz sabe que tudo foi vendido
O seu rancho, seus pertences
A rua que não era de ladrilho
A terra com tanta belezas
A sua voz ficou embargada
Seus irmãos não entoavam uma canção
Como é triste seu semblante
Hoje, desce a profundeza do nada
Cambaleando tenta atravessar a rua
Embriagado não consegue enxergar
A sua lucidez esta apagada
E, os rostos nos carros sem expressões, param
O rapaz segue seu caminho tenebroso
Turbilhões de trevas em sua mente
E, todos seguem normalmente.

domingo, 30 de julho de 2017

Ilusões

Marcelo de Oliveira Souza,IWA
8ª Edição - Bahia

Num mundo de
Ilusões
Arvoramo-nos
Com paixões
Sonhamos
Com belas canções
Sofremos
Com enganações
Grito, choro, erramos...
- Lá vem com sermões!

Crescemos, a vida segue,
Jogados na “cova
dos leões...”
Nunca é fácil confiar
Muitos, charlatões
A vida num minuto
Outras ilusões...
Tudo é para agora
Mais confusões.

Olhamos para trás
Quantas inquietações!
Mas teve alegrias
A vida ensina
Nos dá lições.
Medo, insegurança...
Egoísmo desde criança
A vida nos dá esperança
Nem tudo é ruim
Lascerações...

Aprendendo
Com as decepções,
Estendendo a mão
Entendendo a vida
Então...
Veremos o que importa
É unir ...
Nossos corações!

Marcelo de Oliveira Souza,iwa
Do blog http://marceloescritor2.blogspot.com

quarta-feira, 5 de julho de 2017

VAI FAZER ARTE?


Varenka de Fátima Araújo
7ª Edição - Bahia

Vai fazer arte?
Vou sim, senhor catador
é, é, aqui não tem preço de ocasião
sim,sim os plásticos estão perfeitos
pois é, a loja deposita todos os dias
nesta mesma hora,sou o dono deste pedaço
desculpa irmão, posso levar este para fazer arte
sim, sim pode levar, não vai fazer falta mas, só hoje
claro que sim, com os olhos rasos de lágrimas
olhando para aquele senhor maltrapilho
acho bacana fazer arte
sim, essa é a arte da solidão
o artista procura o material
trabalha sozinho em um lugar
leva a obra para expor só
e o tempo leva sua recriação
a senhora é divertida
não, não, apenas falo muito
já fizeram tudo sobre arte
jura, senhora?
eu não, foi uma professora de arte
em aula, falou bem em seu português
então nada é novidade?
sei não, o senhor já fez uma refeição
estou em jejum, só quando entregar os sacos
venha senhor, na padaria tem pão
entreguei um bolo,uma torta, café com leite
ele apertou minha mão, até um dia, senhora
dei uns passos, vida louca.

sábado, 1 de julho de 2017

A PROMESSA


Djalma Ramos
7ª Edição - Bahia

Você não acredita no que vou falar,
mesmo sendo bonita ou feia, tem mulher que é difícil de casar
Às vezes, namora, fica noiva, mas não chega ao matrimônio
Aí resolve apelar para o santo casamenteiro, o Santo Antônio
Pra mim é lenda,isso que eu acho
Não precisa promessa, pra arrumar um macho
Fiquei pensando aqui comigo
Além de fazer a promessa, ainda bota o santo de castigo
Não dá pra entender, o que faz essa criatura
Bota o santo de cabeça pra baixo. Outra amarra pela cintura
Com tanta crueldade, o santo assim diz
Vocês são infelizes, porque fizeram essas besteiras
Como castigo, todas vocês, vão morrer solteiras.


VIVA SÃO JOÃO


Marcelo de Oliveira
7ª Edição - Bahia


Já no meio do ano
O sol não tem canção
Aquele friozinho vem vindo
Na hora de São João
Bombas resvalam na janela
Fogueira esquentando o quentão
Milho verde, canjica,
Bolo de milho e mexerica na mão.

Quadrilhas, forró, xote
Dançam até baião
Festa nordestina
De homem, mulher, menina
Todo mundo na empolgação!

O homem era  retado
Batizava todo mundo
Que ganhava religião,
Foi traído por uma mulher
Que sem sete véus
Levaram sua cabeça na mão.

O mau existe
O bem insiste
Mas a coisa boa
Que nosso amigo Santo
Virou lenda, festa, filme...
E da fogueira do seu nascimento
Veio a  comemoração,
Nessa festa de multidão.

A cidade vai pro  interior
O interior incha de montão!
Todo mundo junto
O arrasta-pé é constituição!
E nesse mundo encantado
Tem até casamento atrapalhado
Que termina todo mundo empolgado
Na festa do Santo anunciado.


Não adianta ficar falando
Nem imaginando a festa do sertão
O jeito é tomar coragem
Pegar a pista numa viagem                      
E Viva  São João!

terça-feira, 30 de maio de 2017

MAMÃE QUERO SER POLÍTICO


Djalma Ramos
6ª Edição - Bahia

Mamãe vou ser político, esse é o meu desejo
Emprego não acho, essa é a solução que vejo
Depois de quatro anos, ainda me reelejo!
Vou ganhar tanto “dindin”, vou sair por aí
Pagando para alguém, dar um beijo em mim..
Mãe! É tanta mordomia, não vou aguentar
Depois do meu mandato de quatro anos
Claro! Vou me aposentar!
Já gozei tudo que tinha a gozar,
Viagem aérea, pra lá e pra cá
Sempre tento alguém que pague, e eu nada a gastar...
Mamãe não vou ficar, dando tiro a esmo
O circo muda, mas o palhaço, continua o mesmo!
Mamãe, pra ganhar tanto “dindin”, faço uma crítica
Nunca vi tanta facilidade, só na política, na politicalidade
Pode ser desse “ tamaninho”, o tamanho da cidade.
Mãe querida,nessa vida, de tanto trabalhar, tenho mãos ardidas
Já fui servente, pedreiro, carpinteiro e até crítico
Agora me “arretei”! Mamãe eu quero ser político, político quero ser.









MAR DE LAMA


Marcelo de Oliveira Souza
6ª Edição - Bahia


Uma nova bomba estoura no planalto central, que põe em polvorosa a classe política brasileira, pondo o seu povo indignado com tanta sujeira que permeia a nossa nação.
Essa temática não é muito bonita, contudo todos tem que participar desse triste momento em que o Brasil atravessa, servindo de chacota para o mundo inteiro, pondo o brasileiro honesto com vergonha de um pais tão grande lindo e promissor.

As pessoas não tem direito a nada, são obrigadas a votar em quem não quer, agora estamos  perdendo direitos assegurados por constituição, vemos nosso parco dinheirinho escoando pelo ralo, com essa inflação que galopa e os mandatários se reúnem para continuar com seus benefícios próprios, é tanto inquérito que nos perdemos no labirinto dos processos, só sabemos de uma coisa: - o Brasil é um mar de lama!
Estamos falando apenas de nível nacional, com a operação lava-jato e seus desdobramentos, imaginem senhores e senhoras, quanto duto de propina existe Brasil a fora?

Não podemos colocar TODOS no mesmo saco de propina, mas infelizmente quase todos estão envolvidos com alguma falcatrua, não adianta ter processos abertos e prisões domiciliares, temos que mudar a base da nossa constituição penal, rever todas as leis que normatizam os  crimes e suas penalidades, pois se não revisarmos vamos prender e soltar, é o que a bandidagem está acostumada e o que infelizmente não vai mudar.

Hoje reclamamos, protestamos, pedimos justiça, mas infelizmente ela é uma senhora que está dormindo e vai continuar, por causa de leis que a adormecem, continuando sempre assim até um dia.

Esse dia está muito longe de acontecer; acontecerá  somente, quando nossos representantes não forem os principais lobos da corrupção, algo que cresce de cima para baixo, onde o próprio povo alimenta essa bandidagem,  ganhando para votar ou votando em renomados malfeitores;  assim o nosso país seguirá capenga e forte, pulando cada desafio, perdendo dinheiro a cada duto como se fosse óleo de um carro velho em uma longa viagem, que a cada ano se reabastecerá e abastecerá a corrupção indefinidamente.



segunda-feira, 1 de maio de 2017

COISAS QUE ACONTECEM


Djalma Amorim Ramos
5ª Edição - Bahia

Tem coisa que acontece em vão, ou ao invés
Chorei por não poder comprar um sapato
Me consolei quando vi alguém, que não tinha os pés!
Somos quase todos egoístas, contando não dá pra crer
Tem gente jogando alimento fora, tem gente catando lixo pra comer!
Tem gente que vai à escola, mais nada quer aprender!
Quero falar com você, e também com o povo
Temos que ter muito cuidado, com algum médico novo
Que não estudou direito e está aí, matando o povo!
Existe tanta incompetência, isso é o que muita gente diz
Tem paciente que vai extrair um dente. e sai de lá sem o nariz!
A gente fica andando em círculo, sem saber pra onde ir
Tem engenheiro construindo prédio, pra depois de pronto, ele cair!
Se eu fosse um juiz ou um delegado, mandava eles pra cadeia
Pelo crime de não ter estudado!
Viveriam sem lazer, nem sequer jogar bola
E seriam condenados como fugitivos da escola!

domingo, 30 de abril de 2017

A Semana Santa Perdeu a Razão


Marcelo de Oliveira Souza,iwa
5ª Edição - Bahia


Choro, tristeza, consternação.
O Sofrimento de Cristo
É triste lembrança,
Que senti desde criança.
O homem que amou
E sofreu ingratidão
Seu renascimento é milagre,
Comemoração...
Mas as pessoas novamente
O agridem sem consideração.
Das festas populares
Lembramos  da lição.
O homem traído
Teve compaixão.
O traidor virou personagem
De bandido, político, ladrão
Na “folia” tem gente
Que “perde a mão”!
Do cálice de vinho
Vira engradado de cervejão.
O ovo de páscoa
É motivo de ostentação
O peixe, é moeda de cotação.
Até baba de saia  apareceu
Que   é a nova ideia
De transformação.
Todas essas são as mensagens
De que o homem
Não aprende a lição.
Nessa festa de união
Os crimes aumentam,
Corpos mutilados
Jogados ao chão.
Motivos de acidente,
Bebedeira, assalto
Ou simples agressão.
E nessa “comemoração”
A Páscoa se transforma
Num epilogo
De uma Semana Santa
Que perdeu sua razão.

ATO


Leomária Sobrinho
5ª Edição - Bahia

Contemplar o amar,
É irrigar com prazer,
Certificar-se,
Completar-se,
Se sou eu com você.

Contemplar-se em prazer,
É irrigar-se de amar,
Completar-se,
Se sou eu com você.
Quem poderá certificar-se?

Se sou eu com você,
Quem poderá com prazer,
Completar e irrigar,
O amar certificar?
- Contemple!

Contemplar o prazer,
Se sou eu com você,
Quem poderá se irrigar
E certificar o amar?
- Complete-se!